Investidores ‘hold forever’ compram startups zumbis em alta
Investidores “hold forever” estão acelerando a compra de startups zumbis — empresas que levantaram capital de risco, mas estagnaram sem novas rodadas — apostando num modelo de “comprar, consertar e manter” que foge da estratégia tradicional de saída rápida.
Como funciona o modelo buy-fix-hold
Na prática, esses fundos adquirem operações fragilizadas por valores bem abaixo do pico de mercado, reestruturam processos, cortam custos e integram tecnologias ao seu portfólio. Um dos exemplos mais comentados é o da italiana Bending Spoons, que vem garimpando negócios com base de usuários consolidada, mas caixa curto. O objetivo não é revender em três ou cinco anos, e sim manter os ativos indefinidamente, extraindo receita recorrente ao longo do tempo.
A estratégia ganha força num cenário em que a liquidez diminuiu e muitas startups precisam de lifeline imediato para evitar demissões ou encerramento. Segundo análise recente da Forbes, o chamado “inverno de funding” reduziu em cerca de 40% o volume global de aportes Série B e C em 2023, abrindo terreno para pechinchas.
O que muda para empreendedores e investidores
Para fundadores, a chegada de um player “hold forever” pode significar sobrevida e preservação da equipe central, mas também perda de controle definitivo da operação. Já para os compradores, o risco se concentra na integração cultural de equipes, na atualização de produtos defasados e na necessidade de manter a motivação após cortes.
No lado positivo, o modelo garante acesso rápido a talentos e bases de usuários já testadas, além de reduzir custos de aquisição (CAC) quando comparado a construir tudo do zero. Investidores tradicionais de risco observam o movimento com cautela: se o mercado voltar a aquecer, as “zumbis” podem renascer sob um comando disposto a lucrar lentamente, sem pressa de abrir capital ou vender.
Enquanto isso, analistas projetam um aumento de transações desse tipo em 2024, especialmente nos setores de software como serviço (SaaS) e apps de produtividade, onde as margens tendem a se recuperar rapidamente após a reestruturação.
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Crédito da imagem: Techcrunch
Fonte: Techcrunch