Google desmente uso de e-mails do Gmail em IA Gemini
Google desmente uso de e-mails do Gmail para treinar o modelo de inteligência artificial Gemini, rebatendo postagens virais que acusavam a empresa de coletar mensagens privadas sem consentimento.
Entenda a origem do boato
A polêmica começou quando o engenheiro Dave Jones (@eevblog no X/Twitter) publicou que “todos os usuários do Gmail já autorizaram” o acesso automático às suas mensagens para aprimorar a IA do Google. O passo a passo sugerido por Jones orientava desativar os chamados “recursos inteligentes” do Gmail para impedir o suposto treinamento.
Posicionamento oficial do Google
A porta-voz Jenny Thomson declarou ao The Verge que as alegações são falsas. “Não alteramos as configurações de ninguém nem usamos o conteúdo do Gmail para treinar o Gemini”, afirmou. Segundo a executiva, os recursos inteligentes — como correção ortográfica, rastreamento de pedidos e sugestão de respostas rápidas — utilizam processamento local e dados pseudonimizados apenas para personalizar a experiência individual, sem alimentar modelos externos.
Em janeiro, o Google facilitou a desativação desses recursos em todos os aplicativos do Workspace, incluindo Maps e Wallet. A empresa reforça que a tela de configuração deixa claro: o conteúdo serve para personalização, não para treinamento de IA em larga escala.
Em síntese, o Google garante que a privacidade dos e-mails permanece preservada e que qualquer ajuste nos recursos inteligentes depende de ação voluntária do usuário. Para quem monetiza sites ou administra negócios digitais, a lição é revisar configurações de privacidade e comunicar boas práticas a seus públicos.
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Crédito da imagem: Olhardigital
Fonte: Olhardigital