Barreiras em “U” e interceptores prometem limpar mares e rios
The Ocean Cleanup — a organização sem fins lucrativos holandesa — intensificou nos últimos dias os testes de seus sistemas flutuantes para atingir a meta de remover até 90% do plástico que hoje boia nos oceanos até 2040, um avanço que pode redesenhar todo o debate ambiental.
- Em resumo: tecnologia modular já captura toneladas de detritos na Grande Mancha de Lixo do Pacífico.
Tecnologia: como funciona a barreira que “varre” o Pacífico
O projeto usa tubos de polietileno de 800 metros em formato de “U” que derivam com as correntes, concentrando o lixo para posterior remoção mecânica. Segundo reportagem da MIT Technology Review, protótipos recentes dobraram a eficiência ao incluir “asas” submersas que impedem o escape de microplásticos.
“Nonprofit organization developing and scaling technologies to remove plastic from the oceans.” — The Ocean Cleanup
Contexto: por que 2040 é um prazo crítico
Estudos da ONU estimam que, se nada mudar, 29 milhões de toneladas de resíduos plásticos entrarão nos mares anualmente até 2040. Fundada por Boyan Slat em 2013, a entidade já extraiu mais de 100 toneladas apenas na Grande Mancha de Lixo do Pacífico e implantou o Interceptor, equipamento autônomo que coleta detritos em rios como o Mekong e o Rio Pasig, nas Filipinas. Cada unidade pode impedir que 50 mil kg de lixo anuais cheguem ao mar.
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Crédito da imagem: Divulgação / The Ocean Cleanup