Modelo de receita por tempo jogado acende alerta vermelho
Indie Pass – anunciado pela Indie.io no início de abril – virou alvo de críticas intensas antes mesmo do lançamento, previsto para a próxima semana. Desenvolvedores independentes afirmam que a divisão de receitas baseada em minutos de gameplay ameaça a viabilidade de projetos focados em narrativa ou experimentação.
- Em resumo: Devs temem perder renda porque o serviço remunera só quem prende o usuário por mais tempo.
Pagamento por minutos pode sufocar a criatividade
Ao priorizar games que geram loops intermináveis, o Indie Pass repete desafios já observados em outros catálogos sob demanda, como analisa reportagem da The Verge sobre o impacto de assinaturas no design de jogos. Críticos apontam que, por R$ 36 mensais, o consumidor acessa 70 títulos, mas os estúdios recebem fatias mínimas caso o público abandone a experiência cedo.
“Yeah, fuck that. This sort of thing is poison for game developers and a net negative for gaming.” — George Broussard, co-criador de Duke Nukem.
Visibilidade ainda é promessa; números não existem
O diretor de crescimento Jess Mitchel argumenta que o serviço dará nova vitrine aos indies em um mercado saturado por mais de 500 lançamentos semanais no Steam. Ainda assim, a plataforma exige que o usuário baixe um launcher exclusivo no PC, repetindo barreiras que afastam parte do público.
Para agravar o ceticismo, editoras como Devolver Digital ironizaram o projeto nas redes sociais e relembraram que assinaturas podem diluir receitas já apertadas. A título de comparação, o Xbox Game Pass paga adiantamentos multimilionários para atrair estúdios, enquanto serviços menores raramente divulgam métricas de retenção ou repasse, segundo dados públicos da Microsoft.
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Crédito da imagem: Divulgação / Indie.io