Frame generation no PlayStation foi confirmada por Mark Cerny, arquiteto do console, mas a novidade não desembarca em 2026. A promessa é turbinar fluidez de jogos usando inteligência artificial, impactando do PS5 Pro ao aguardado PS6 — recurso que já é tendência nos PCs mais potentes.
O que Cerny antecipou sobre o recurso
Em entrevista ao Digital Foundry, Cerny explicou que a solução virá por meio de uma biblioteca equivalente ao FSR Frame Generation, desenvolvida em parceria com a AMD. Segundo ele, “não há mais lançamentos planejados para este ano”, o que descarta a chegada antes de 2027.
Na prática, o algoritmo cria quadros extras entre os já renderizados, elevando a sensação de 60 fps para algo próximo de 120 fps, sem exigir o dobro de potência da GPU. Em PCs, a técnica já aparece em tecnologias como DLSS 3 (NVIDIA) e FSR 3 (AMD), encurtando a distância entre consoles e desktops topo de linha.
Por que isso importa agora
O timing do anúncio coincide com o lançamento recente do PSSR 2.0 no PS5 Pro, sistema de upscaling que finalmente liga os núcleos de IA do APU RDNA 2 da Sony. É um sinal claro de que a empresa planeja acelerar recursos baseados em machine learning para prolongar a vida útil da atual geração.
No entanto, sem liberação oficial em 2026, a aposta mais forte é que a função estreie junto com o PlayStation 6 — previsto para 2027 ou 2028 — com uma versão “reduzida” liberada via firmware para o PS5 e PS5 Pro. Modders já provaram que o FSR 4 Redstone roda até em GPUs RDNA 3, reforçando a viabilidade de adaptação.
Impacto prático para jogadores e estúdios
Para o usuário final, o ganho é imediato: maior suavidade de imagem em TVs 120 Hz sem sacrificar resolução ou ray tracing. Para desenvolvedores, a tecnologia abre margem para efeitos gráficos mais pesados, já que parte da carga de quadros será gerada via IA. O ponto que mais chama atenção é o possível alinhamento da linha PlayStation com os PCs equipados com Radeon e GeForce mais recentes, diminuindo disparidades de performance em ports multiplataforma.
Empresas de middleware também ficam de olho. Engines como Unreal Engine e Unity já oferecem plug-ins de frame generation no PC; a chegada oficial aos consoles deve facilitar a padronização desses recursos nos kits de desenvolvimento de futuros títulos.
Resumo: Sony confirmou que o frame generation está a caminho, mas não antes de 2027. Até lá, PSSR 2.0 segue como principal trunfo do PS5 Pro. Para acompanhar outras movimentações que podem mexer com o mercado gamer, visite nossa editoria de Universo Gamer.
Crédito da imagem: Techpowerup Fonte: Techpowerup