Liberação reacende disputa com a SpaceX e pressiona preços de satélites
Blue Origin — A Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) autorizou, na última sexta-feira, a retomada dos lançamentos do foguete New Glenn, encerrando uma pausa iniciada após a falha registrada em abril e recolocando Jeff Bezos na briga direta com a Starship da SpaceX.
- Em resumo: megafoguete volta a voar e pode cumprir até 12 missões ainda em 2026.
Do que a FAA gostou — e quais correções foram exigidas
Segundo a agência, o relatório técnico entregue pela Blue Origin detalhou ajustes no sistema térmico do estágio superior e procedimentos extras de inspeção em solo. De acordo com dados da indústria, a falha reduziu em 14% o empuxo de um dos três motores, impedindo a colocação de um satélite da AST SpaceMobile em órbita.
“A condição térmica atípica não comprometeu a estrutura do veículo, mas exigiu nova lógica de resfriamento”, informou a empresa ao reportar o incidente.
Por que isso importa para empresas brasileiras de satélite
Com o New Glenn de volta, o mercado global de lançamentos ganha concorrência real ao modelo Starship, abrindo espaço para preços mais competitivos em contratos de órbita baixa. Operadoras nacionais de comunicação — que hoje dependem quase exclusivamente da SpaceX ou de foguetes russos — podem negociar slots em 2026, quando a Blue Origin planeja até uma dúzia de decolagens. A depender do volume, analistas estimam economia de até 15% no frete espacial.
O New Glenn já pode lançar satélites brasileiros?
Sim, após a liberação, basta fechar contrato e cumprir requisitos de ITAR e Anatel.
Qual a diferença entre New Glenn e Starship?
O New Glenn usa dois estágios e leva 45 t à órbita baixa; a Starship promete 150 t.
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Crédito da imagem: Divulgação / Blue Origin