Paralisação põe em xeque produção de semicondutores de ponta e memórias HBM
Samsung — A gigante sul-coreana ativou um inédito “modo de gestão de emergência” diante da greve de 18 dias anunciada pelos funcionários para 21 de maio, movimento que pode representar perdas de até US$ 28 bilhões e turbulência na cadeia global de smartphones, inclusive no Brasil.
- Em resumo: risco imediato de desaceleração na fabricação de chips avançados e possível atraso na entrega de celulares Galaxy a partir do segundo semestre.
Por que a Samsung entrou em modo de emergência?
Segundo apuração publicada pelo TudoCelular, a negociação salarial travada levou a companhia a desacelerar a entrada de novos wafers e colocar linhas inteiras em stand-by. A prioridade agora é manter a produção de nós de 3 nm, memórias HBM e chips para inteligência artificial, considerados vitais para contratos com empresas como NVIDIA e OpenAI.
A política visa “minimizar danos” e direcionar recursos “apenas para semicondutores de maior valor agregado”, apontam fontes ligadas aos sindicatos.
Quais celulares podem ser afetados — e quando?
Se a greve se confirmar, a disponibilidade de processadores Exynos, módulos de memória LPDDR5X e armazenamento UFS 4.0 pode encolher já em junho. Isso afeta diretamente futuros Galaxy S25, dobráveis Galaxy Z Fold 6/Flip 6 e até marcas concorrentes que compram NAND da Samsung, como Xiaomi e OnePlus. No Brasil, o reflexo mais provável é atraso nas remessas e repasse de custos, elevando preços de lançamentos no segundo semestre.
Quando começa a greve dos funcionários da Samsung?
O movimento está marcado para 21 de maio e deve durar 18 dias.
Posso ter dificuldade para comprar Galaxy no Brasil?
Se a paralisação persistir, estoques podem reduzir e preços subir a partir de julho.
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Crédito da imagem: Divulgação / Samsung