Broca travada em rocha de 13 kg interrompe coleta de amostras em Marte
Curiosity – o rover que há 13 anos faz história para a NASA no planeta vermelho – enfrentou, recentemente, um obstáculo inusitado: uma pedra batizada de “Atacama” bloqueou a broca principal e paralisou toda a missão por seis dias.
- Em resumo: rocha de 45 cm de diâmetro prendeu o mecanismo de perfuração, exigindo manobras delicadas para liberar o equipamento.
Por que a “Atacama” surpreendeu engenheiros veteranos
Mesmo concebido para suportar variações térmicas de –90 °C a 35 °C e tempestades de poeira, o Curiosity não contava com a combinação de dureza e densidade encontrada nesta rocha. Segundo o The Verge destaca, o material marciano apresentou resistência superior ao basalto, superando a pressão de 400 newtons aplicada pela broca rotativa-percussiva.
“A rocha, apelidada de Atacama, mede cerca de 45 cm na base, possui 15 cm de espessura e pesa aproximadamente 13 kg”, detalhou o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL).
Impacto no cronograma e solução adotada pela NASA
A paralisação temporária obrigou a equipe em Pasadena a reprogramar o software de perfuração, reduzindo rotações para evitar danos. Procedimentos semelhantes já haviam sido utilizados em 2016, quando o Curiosity enfrentou um curto em seu motor de perfuração. O protocolo de “sacudir o braço” – movimentos milimétricos para soltar detritos – voltou a ser empregado, desta vez com sucesso, restabelecendo as operações em 1º de maio.
Além de evitar desgaste prematuro, a manobra protege instrumentos como o espectrômetro SAM e o laboratório CheMin, avaliados em cerca de US$ 2,5 bilhões de investimento.
O que acontece se a broca quebrar permanentemente?
O rover ainda conseguiria fotografar e analisar o solo, mas perderia a capacidade de coletar amostras internas.
Quantas perfurações o Curiosity já realizou em Marte?
Até abril de 2024, foram mais de 40 furos documentados no solo e em rochas marcianas.
O que você acha? A missão deve arriscar perfurações mais profundas ou focar em terrenos menos rochosos? Para mais análises sobre tecnologia de exploração, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / NASA