Vazamento revela tática relâmpago que combina deepfakes e engenharia social
Lazarus Group – o coletivo de hackers associado ao governo norte-coreano – foi ligado a uma nova ofensiva que, em questão de minutos, usa convites falsos do Zoom para esvaziar carteiras de executivos do mercado cripto, alertaram pesquisadores recentemente.
- Em resumo: golpistas assumem identidades confiáveis em chamadas de vídeo, enviam arquivos maliciosos e tomam o controle da carteira em até cinco minutos.
Como o golpe funciona e por que é tão rápido
De acordo com a empresa de cibersegurança Proofpoint, o esquema começa com e-mails de recrutamento aparentando vir de headhunters do setor financeiro. Após o primeiro contato, a vítima recebe um link de videoconferência forjada hospedado fora da infraestrutura oficial da Zoom. Durante a ligação, os atacantes exibem documentos “HR.pdf” que, na prática, executam scripts capazes de instalar backdoors, roubar chaves privadas e transferir fundos.
“The attacker completed the entire exfiltration in under five minutes”, destacaram os analistas ao descrever o comprometimento de uma exchange de médio porte.
Motivação financeira e histórico do Lazarus no universo cripto
Estimativas da Chainalysis apontam que grupos ligados à Coreia do Norte roubaram mais de US$ 1,7 bilhão em criptoativos somente em 2022, valor que supera toda a receita de exportação oficial do país. Esse apetite explica a evolução de técnicas: da invasão a pontes DeFi (caso Ronin) ao uso de deepfake de recrutadores no LinkedIn e, agora, à simulação de reuniões corporativas. Especialistas recomendam autenticação multifator baseada em hardware e segmentação de redes como camadas adicionais de defesa.
Reuniões no Zoom são sempre seguras para falar sobre criptomoedas?
Não. Verifique se o link pertence ao domínio zoom.us e ative senhas de sala e sala de espera.
Qual o sinal de alerta mais comum nesse tipo de ataque?
Arquivos compartilhados durante a reunião que solicitam “atualizar” ou “sincronizar” sua carteira.
O que você acha? Você adotaria tokens físicos de segurança para proteger suas criptos? Para mais detalhes, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / TechRadar