Portabilidade extrema encontra um obstáculo que ninguém esperava
Xteink X3 — Apresentado recentemente em demonstração exibida na Band, o novo e-reader chama atenção por caber no bolso como um cartão de crédito, porém traz um conector magnético proprietário no lugar do universal USB-C, decisão que pode limitar seu apelo.
- Em resumo: design 3,7″ mais fino que o X4, mas dependente de cabo exclusivo para recarga.
Conector proprietário vira ponto fraco do “nano” e-reader
Para reduzir 1 mm de espessura e meio centímetro de altura em relação ao X4, a fabricante trocou a porta USB-C por pinos pogo magnéticos. A escolha contraria a tendência de padronização reforçada pela União Europeia, que oficializou o USB-C como carregador comum para eletrônicos portáteis segundo análise do TechCrunch. Na prática, perder ou esquecer o cabo exclusivo — ainda não vendido separadamente — significa ficar dias sem bateria.
“A ausência de USB-C é um incômodo em 2026, quando até fones de ouvido baratos já aderiram ao padrão”, apontou o repórter que testou o aparelho.
Melhorias sutis em tela e interface, mas UX continua crua
O painel E-Ink encolheu para 3,7″, ganhando 250 ppi e mantendo autonomia estimada em duas semanas. Botões laterais foram simplificados e agora contam com rótulos contextuais — porém só na tela inicial. Persiste a limitação de apenas duas opções de fonte e a ausência de iluminação embutida ou touch. Firmware alternativo CrossPoint Reader, elogiado no X4, ainda não é compatível.
Na parte de conectividade, o X3 oferece Wi-Fi para envio de livros via app, mas o procedimento continua “truncado”; remover o microSD e transferir arquivos no computador segue mais rápido. O preço de lançamento é US$ 79, disputando espaço com o Amazon Kindle básico (US$ 99) e o Kobo Nia (US$ 109), ambos com telas maiores e porta USB-C.
Magnéticos fracos limitam o sonho de acoplar ao smartphone
Graças ao novo arranjo de ímãs, o gadget encaixa alinhado à traseira de um iPhone 16 Pro, mas a força é insuficiente para mantê-lo preso ao retirar o conjunto do bolso. A experiência contrasta com acessórios MagSafe certificados, cujo “clique” firme já se tornou padrão de mercado.
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Crédito da imagem: Divulgação / Xteink