Levar o “caderno” para qualquer lugar ganhou um novo significado. Em 2025, os tablets com caneta deixaram de ser um luxo de designers para se tornarem a arma secreta de estudantes, redatores, arquitetos e profissionais de marketing que precisam reunir mobilidade e precisão. A promessa é simples: anote, desenhe ou revise documentos com a mesma naturalidade da caneta no papel, só que com todas as vantagens de um dispositivo digital.
O cenário também mudou no bolso. Há modelos que competem em preço com notebooks de entrada e, ainda assim, entregam desempenho suficiente para rabiscar ideias no meio de uma reunião ou editar um PDF de última hora. A seguir, veja cinco tablets que chegam ao mercado em 2025 prontos para atender perfis bem diferentes de usuário, mas com um ponto em comum: a presença de uma caneta ativa que faz a diferença na rotina.
Samsung Galaxy Tab S10 FE: S-Pen Sem Bateria e Tela que Ignora sua Palma
O Galaxy Tab S10 FE mantém o foco da linha Fan Edition: entregar recursos premium por um preço mais contido. O destaque continua sendo a S-Pen que não exige recarga thanks à indução, permitindo horas seguidas de escrita. A tela de 10,9” tem rejeição de palma — você apoia a mão, e o sistema entende que só a caneta importa. No hardware, são 8 GB de RAM, 128 GB de armazenamento e processador Exynos ou Snapdragon, dependendo da região, garantindo fôlego para aplicativos de desenho vetorial ou anotações manuscritas extensas.
Multi Tablet M11: Foco em Leitura e Notas, Sem Pesar na Mochila
O Tablet M11 da brasileira Multi chega com 10,4” em resolução Full HD, 8 GB de RAM e 128 GB internos. A caneta acompanha algumas versões, mas o painel também reconhece outros modelos ativos compatíveis. Por não mirar no segmento premium, este dispositivo equilibra preço e desempenho suficiente para quem usa apps de anotações, leitor de PDFs e streaming leve durante as pausas.
VAIO TL12 5G: Meio Tablet, Meio Notebook Ultraportátil
Com 12” de tela, teclado magnético e caneta inclusa, o VAIO TL12 flerta com a categoria “2 em 1”. São 8 GB de RAM, armazenamento de até 256 GB e conectividade 5G, facilitando o upload de arquivos pesados sem Wi-Fi. Para quem escreve artigos longos, edita planilhas ou precisa digitar e desenhar no mesmo dispositivo, ele entrega transição fluida entre teclado e caneta, algo que nem todo tablet faz bem.
Lenovo Tab M11: Porta de Entrada para a Escrita Digital
A Lenovo posiciona o Tab M11 como escolha pragmática. As configurações variam de 4 GB a 8 GB de RAM e 64 GB a 128 GB de armazenamento em uma tela de 11”. A caneta acompanha algumas versões, mas o grande atrativo é a compatibilidade com acessórios de terceiros, ampliando as opções de upgrade. É suficiente para leitura de artigos científicos, marcação de PDFs e organização de tarefas em aplicativos de produtividade visual.
Imagem: Samsung
Pad 5 Pro 10.1 5G: Mobilidade Turbinada pela Conexão Rápida
O Pad 5 Pro segura a bandeira do 5G na categoria intermediária. Traz 10,1”, 8 GB de RAM e 256 GB de armazenamento, especificações que o deixam alinhado a muitos smartphones atuais. A caneta pode vir no pacote ou ser adquirida à parte, e o suporte 5G faz diferença para quem usa armazenamento em nuvem pesado ou participa de videochamadas em trânsito.
Do Caderno de Papel ao Fluxo Digital: o Que Esses Tablets Revelam Sobre a Próxima Onda de Produtividade
O aumento da oferta de tablets com caneta em várias faixas de preço indica uma mudança cultural: escrever à mão voltou a ser valorizado, mas agora integrado a fluxos digitais. Para criadores de conteúdo, isso significa reduzir atritos — o esboço vira post, o rascunho vira artigo, e tudo pode ser exportado direto para o WordPress. Já para quem monetiza com AdSense ou afiliados, a portabilidade facilita coberturas em tempo real sem abrir mão de anotações precisas.
Outra tendência clara é a convergência: modelos como o VAIO TL12 mostram que a fronteira entre notebook leve e tablet está se dissolvendo. Isso pressiona fabricantes de laptops a investir em telas sensíveis ao toque e canetas próprias, enquanto plataformas de software correm para otimizar interfaces para stylus.
No fim, escolher um desses dispositivos deixa de ser apenas questão de desempenho bruto. Passa a incluir perguntas sobre ergonomia, compatibilidade de apps e, principalmente, como a escrita natural pode acelerar seu fluxo de trabalho ou estudo. Se você ainda depende de anotações em papel que depois precisam ser digitadas, talvez 2025 seja o ano de encurtar esse caminho de vez.