Subnautica 2 entrou em águas turbulentas depois que o CEO original da Unknown Worlds, Ted Gill, recuperou o cargo por decisão judicial e passou a contestar um memorando interno que cravava a estreia do jogo em Early Access já em maio. A briga de bastidores coloca em dúvida o calendário de lançamento e diminui o impacto de marketing que uma novidade desse porte costuma gerar.
Memorando vazado sem autoridade gera incerteza
No documento interno, atribuído a Steve Paputsis — executivo instalado pela controladora Krafton durante a ausência de Gill —, a equipe era informada de que Subnautica 2 estava “pronto” para chegar ao acesso antecipado no próximo mês. O texto acabou vazando à imprensa e foi repercutido pelo IGN, incendiando o entusiasmo dos fãs.
Horas depois, porém, os advogados de Gill argumentaram que Paputsis já não detinha poderes decisórios quando emitiu a mensagem — portanto, o anúncio seria inválido. Segundo eles, a divulgação fora “planejada” para ganhar tração midiática sem a aprovação da nova (velha) diretoria, esvaziando a oportunidade de um anúncio oficial coordenado.
Como a disputa começou e por que isso importa
Ted Gill havia sido demitido em 2025, quando Krafton assumiu o estúdio. Um tribunal, contudo, concluiu que a saída ocorreu “sem justa causa” e que o controle de operações foi tomado de forma indevida, ordenando seu retorno ao cargo. A decisão reacendeu tensões internas num momento em que o jogo já acumula seguidos adiamentos.
Documentos apresentados no processo mencionam uma cláusula de bônus de US$ 250 milhões a ser paga à equipe caso Subnautica 2 fosse lançado dentro do prazo original. Há suspeitas de que a controladora preferiu adiar o game para 2026 justamente para evitar o pagamento — algo que a Krafton nega, alegando necessidade de “mais tempo para ajustar o feedback da comunidade”.
Impacto prático para jogadores e mercado
Na prática, a incerteza coloca fãs, criadores de conteúdo e até varejistas de hardware em compasso de espera. Sem confirmação pública, canais de divulgação são obrigados a recalibrar campanhas, e a janela de maio pode simplesmente não se concretizar. Para o ecossistema indie, o caso vira alerta: disputas societárias podem atrasar projetos e corroer o engajamento acumulado.
Do ponto de vista de negócios, a Krafton precisa mostrar coesão para evitar queda de confiança de investidores e parceiros. Já a Unknown Worlds corre contra o tempo para recuperar o entusiasmo da comunidade antes que outros lançamentos concorrentes ocupem o espaço de atenção no segundo semestre.
Resta acompanhar se a recondução de Gill resultará em um novo cronograma oficial ou em mais atrasos. Para seguir por dentro de outros movimentos que mexem com o mercado gamer, acesse nossa editoria Universo Gamer.
Crédito da imagem: Techpowerup Fonte: Techpowerup