Quem guarda alguns trocados na carteira da Steam ganhou motivo extra para ligar o PC neste fim de semana. A plataforma da Valve iniciou uma leva de descontos que chega a 92%, misturando blockbusters recentes e jogos consagrados que cabem no bolso — caso de Metal Slug 3, que desceu ao simbólico preço de um café.
Para jogadores, criadores de conteúdo e profissionais de marketing que vivem do ecossistema gamer, essas promoções são mais do que mera economia: elas sinalizam tendências de consumo, oportunidades de tráfego e possíveis picos de audiência em lives e blogs especializados.
Os jogos mais baratos da semana
A lista de ofertas divulgada em 20/09/2025, às 11h, inclui títulos que raramente caem tanto de preço. Abaixo, os principais destaques e seus valores em reais:
Descontos de 90% ou mais
– Need for Speed Heat — R$ 22,32 (-92%)
– Arma 3 — R$ 9,99 (-90%)
– Bulletstorm: Full Clip Edition — R$ 7,54 (-90%)
– Dragon Ball Xenoverse — R$ 7,99 (-90%)
– Homeworld Remastered Collection — R$ 6,39 (-90%)
– Rise of the Tomb Raider — R$ 12,49 (-90%)
– Shadow Warrior 2 — R$ 8,89 (-90%)
– This War of Mine — R$ 5,99 (-90%)
Descontos entre 80% e 89%
– Children of Morta — R$ 7,12 (-85%)
– Marvel’s Guardians of the Galaxy — R$ 37,49 (-85%)
– Crypt of the NecroDancer — R$ 9,39 (-80%)
– Dead Space (remake) — R$ 49,80 (-80%)
– Death’s Door — R$ 11,99 (-80%)
– Metal Slug 3 — R$ 2,99 (-80%)
– Overcooked! 2 — R$ 20,99 (-80%)
– Star Wars Battlefront II — R$ 31,80 (-80%)
– The Witcher 3: Wild Hunt — R$ 25,99 (-80%)
Quanto tempo dura e por que esses preços caem tanto?
A Valve não especifica o horário de término de cada oferta, mas promoções semanais costumam expirar às terças-feiras, por volta das 14h (horário de Brasília). O corte agressivo de valores é resultado de acordos pontuais entre publishers e a Steam, muitas vezes alinhados a datas comemorativas, atualizações de franquia ou simples necessidade de girar o inventário digital.
Outro fator é a chamada “cauda longa” dos games para PC: títulos antigos continuam gerando receita graças a descontos periódicos que atraem novos públicos — algo mais difícil de replicar em consoles físicos, onde o estoque é limitado.
Imagem: Internet
Mais que economia: o recado dos 90% de desconto para jogadores, criadores e o mercado
Aparecer entre “mais populares com desconto” é, hoje, tão valioso quanto figurar na página inicial de uma grande loja física há uma década. Para desenvolvedores independentes, um corte de 80% pode significar grande volume de cópias vendidas e milhares de novas análises — insumo que melhora o posicionamento orgânico dentro da própria Steam.
Do lado dos criadores de conteúdo, promoções assim impulsionam buscas no Google, aumentam visualizações de vídeos de “vale a pena?” e elevam a taxa de cliques em artigos comparativos. Sites que monetizam via Google AdSense ou programas de afiliados veem o RPM subir justamente porque o interesse por cada título vira pico de tráfego temporário.
Para profissionais de marketing de games, a mensagem é clara: o preço continua sendo alavanca de descoberta. Mesmo shooters consagrados, como Battlefront II, ainda encontram novos jogadores quase oito anos após o lançamento quando expostos a descontos extremos. Isso prolonga o ciclo de vida das comunidades online, gerando demanda por DLC, cosméticos e conteúdo gerado por usuários.
No fim do dia, a “queima” de preços não é apenas liquidação: é estratégia calibrada de visibilidade. Jogadores ampliam bibliotecas, streamers ganham pauta pronta, e estúdios revitalizam jogos já amortizados — um ganha-ganha que explica por que a Steam, a cada fim de semana, consegue transformar velhos conhecidos em novidades fresquinhas no topo do feed do Discover.