Starlink supera 600 mil usuários no Brasil e pressiona rivais
Starlink no Brasil acaba de romper a barreira dos 600 mil usuários ativos em outubro de 2025, apenas três anos após o início da operação no país, consolidando-se como a maior rede de internet por satélite no território nacional.
Crescimento recorde em áreas remotas
O salto de 334 mil clientes em janeiro para 600 mil em outubro reflete um avanço geográfico que as operadoras de fibra ainda não conseguem acompanhar. Enquanto o cabo tradicional cobre só 34% da área agricultável, a Starlink já conecta desde comunidades ribeirinhas na Amazônia até colheitadeiras da Stara que saem de fábrica com o terminal integrado.
A expansão também beneficia mais de 7 mil escolas públicas e unidades de saúde em regiões onde cabear é economicamente inviável. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) contabiliza 422 mil acessos, número defasado por critérios diferentes de contagem e atraso nas bases públicas.
Velocidade e preços em nova fase
Globalmente, a média de download da rede subiu 50% em 2025, de 145 Mbps para 220 Mbps. No Brasil, agricultores relatam menor latência, fator crítico para telemetria em tempo real. Para acelerar a adesão, a empresa reduziu o kit Mini para R$ 799 e o plano residencial para R$ 164 mensais no primeiro ano.
Concorrência se organiza
A Anatel liberou testes do Projeto Kuiper, da Amazon, enquanto a chinesa SpaceSail planeja chegada em 2026. As novas constelações prometem diminuir a atual participação de 46% da Starlink no mercado de satélite, mas a liderança conquistada em áreas sem alternativa de fibra cria uma barreira de entrada considerável.
Ao que tudo indica, a disputa orbital vai ganhar força em 2026. Se você quer acompanhar como essa corrida tecnológica pode impactar seus projetos digitais, visite nossa editoria de análise de tecnologia e fique por dentro das próximas tendências.
Crédito da imagem: Hardware
Fonte: Hardware