Quem joga no console ou no PC sabe que, depois do próprio hardware, a TV pode ser o maior limitador de performance — ou o diferencial que transforma a experiência. Latência, suporte a 120 Hz (ou mais), funcionalidades de VRR e HDR são palavras que aparecem em todo review, mas raramente ficam claras para quem decide comprar. O TudoCelular reuniu vários modelos populares no Brasil e apontou quais entregam o melhor conjunto para jogos em 2024. A seguir, destrinchamos os fatos mais relevantes e acrescentamos contexto para você entender onde cada TV brilha — e onde tropeça.
Do lado dos dados, mantemos a fidelidade à ficha técnica publicada. Do lado da análise, explicamos por que certas escolhas de painel, sistema operacional e padrões HDMI podem facilitar (ou atrapalhar) a vida de criadores de conteúdo, streamers e profissionais que também monetizam via blogs ou redes sociais.
LG OLED C2: referência em contraste, mas com riscos inerentes ao OLED
O guia destaca a linha LG OLED C2 como a mais completa para quem busca qualidade de imagem extrema. O painel auto-iluminado entrega preto absoluto, tempo de resposta na casa de 0,1 ms e suporte nativo a 120 Hz em 4K via HDMI 2.1. Para o público gamer, isso significa menos ghosting, input lag praticamente imperceptível e compatibilidade com VRR (Variable Refresh Rate) — recurso crucial para quem joga em FPS altos no PlayStation 5, Xbox Series ou computadores com placas RTX/Radeon recentes.
Ponto de atenção: a tecnologia OLED ainda carrega risco de burn-in em uso estático prolongado (menus de jogos, HUDs, logos). O guia relembra que a LG implementa algoritmos de limpeza de brilho, mas aconselha variar o conteúdo e evitar deixar imagens fixas por horas consecutivas.
Samsung QN90B e Q70D: Mini LED versus QLED de entrada
Para quem prefere evitar o burn-in e busca maior brilho em cenas HDR, a Samsung oferece duas rotas descritas pelo TudoCelular:
- QN90B (Mini LED): painel VA com centenas de zonas de escurecimento local, 144 Hz no modo PC e suporte formal a FreeSync Premium Pro. O nível de pico de brilho acima dos 1.500 nits ajuda quem joga em ambientes claros ou quer realçar detalhes em jogos com HDR agressivo.
- Q70D (QLED convencional): alternativa mais acessível. Mantém 120 Hz e HDMI 2.1, mas com contraste menor por usar iluminação edge-LED. Ideal para quem prioriza custo-benefício em relação ao par Mini LED/OLED.
A principal advertência é que o Q70D não possui escurecimento local tão refinado, o que pode resultar em “blooming” (auréolas de luz) em cenas muito escuras.
TCL C655 e C835: quando o Google TV encontra 60 Hz (ou 144 Hz)
O artigo original lista a linha TCL C655 como opção competitiva, atribuindo-lhe suporte a 4K @ 120 Hz e 144 Hz via VRR. Contudo, leitores apontaram que o painel vendido no Brasil é de 60 Hz nativos, com modo de interpolação para 120 Hz apenas em resoluções mais baixas (1080p ou 2K). Isso sublinha a importância de confirmar a versão nacional antes da compra.
Imagem: Internet
Já a TCL C835, sucessora Mini LED da elogiada C825, mantém 144 Hz reais, HDMI 2.1 completo e contraste elevado graças ao backlight por zonas — segundo comparativos citados pelo TudoCelular. Como bônus, ambas rodam Google TV, sistema que agrada quem gosta de customizar a interface, instalar sideloads ou integrar facilmente apps de streaming e jogos na nuvem.
Crítica recorrente: alguns usuários relatam lentidão no launcher padrão. A própria matéria recomenda launchers alternativos, algo possível justamente por se tratar de Android TV “turbinado”.
Além da Ficha Técnica: O Que Esses Modelos Realmente Mudam Para Gamers e Criadores?
Grandes números tentam seduzir: 144 Hz, 1.500 nits, VRR, Dolby Vision. Mas o impacto prático depende do perfil de uso:
- Streamers e criadores de conteúdo se beneficiam do input lag reduzido das TVs OLED e Mini LED para sincronizar gameplay e captura sem recorrer a monitores dedicados.
- Produtores que monetizam via AdSense ou afiliados Amazon podem usar esses comparativos para criar reviews mais assertivos: saber, por exemplo, que o painel do C655 é 60 Hz no Brasil evita descrédito com a audiência e devoluções por propaganda enganosa.
- Jogos competitivos ainda favorecem painéis de 120 Hz ou 144 Hz. Quem joga só em consoles de 60 fps raramente sentirá diferença — ponto que justifica optar por modelos mais baratos se o orçamento apertar.
- Ambientes muito iluminados tiram proveito do brilho intenso da QN90B, enquanto salões escuros realçam o preto puro da LG OLED C2.
No fim, a escolha deixa de ser “qual é a melhor TV?” e passa a ser “qual é a melhor TV para o meu cenário?”. O guia do TudoCelular acertou ao mapear opções em diferentes faixas de preço, mas a discussão sobre frequência nativa versus interpolada na linha TCL evidencia um desafio constante: fichas técnicas podem variar de país para país, e a etiqueta na loja nem sempre conta toda a história. Informar-se continua sendo a arma mais poderosa para evitar arrependimentos e garantir que cada hertz, cada nit e cada real investido façam sentido no mundo real.