Fazer malabarismo entre planilhas, abas do navegador e ferramentas de chat já virou rotina para quem produz conteúdo, gerencia campanhas de marketing ou simplesmente trabalha de casa. Nesse cenário, adicionar um segundo monitor deixou de ser luxo de gamer para se tornar parte do kit de sobrevivência do profissional multitarefa. A boa notícia: os preços estão caindo rápido.
Um levantamento de ofertas no Magazine Luiza, divulgado nesta segunda-feira (22/09/2025), mostra modelos a partir de R$199. Ao incluir marcas conhecidas — de LG a AOC — e telas entre 15,4” e 22”, o varejo sinaliza que a segunda tela está finalmente cabendo no bolso de quem dependia apenas do notebook ou de um monitor antigo.
Modelos listados: tamanhos, resolução e preço
A seleção reúne 14 opções. Todas usam painel LED; as versões Full HD são indicadas.
- VX Pro VX154X – 15,4”, LED, R$ 199,99
- HQ M20HQ – 19,5”, LED, R$ 254,32
- Brazil PC M20KWB – 20”, LED, R$ 259,90
- GBT GBTM19B – 19”, LED, R$ 289,90
- Brazil PC BPC-19WE02-B – 19”, LED, R$ 289,90
- BRX MBRX21BK – 21”, LED, R$ 339,67
- HQ M215HQ – 21,5”, LED, R$ 359,92
- BRX Office – 20”, LED, R$ 377,10
- LG 20MK400H – 19,5”, LED, R$ 399,00
- AOC E970SWHNL – 18,5”, LED, R$ 422,11
- Legacy JY22F10 – 21,5”, Full HD, R$ 440,10
- Acer EK221Q – 21,5”, Full HD gamer, R$ 485,10
- LG 22MP410-B – 21,5”, Full HD, R$ 489,00
- AOC B35 22B35HM23 – 21,5”, Full HD gamer, R$ 498,00
Por que as telas baratearam agora?
Quatro fatores explicam a queda:
- Máquinas de 2020 viraram ocioso: com o retorno híbrido aos escritórios, parte do parque de monitores corporativos passou a abastecer o mercado de recondicionados e pressionou os preços dos novos.
- Câmbio mais estável: o dólar próximo de R$5,00 diminuiu o custo de importação de painéis, repassado ao varejo nos últimos trimestres.
- Concorrência chinesa: marcas menos conhecidas, como Legacy e HQ, entraram agressivas nas lojas online, obrigando gigantes como LG e Acer a reajustar tabelas.
- Consumo de vídeo em alta: lives, aulas remotas e streaming colocaram a resolução 1080p como padrão mínimo, aumentando o volume de produção e reduzindo o preço unitário de painéis Full HD.
Muito além do desconto: como a guerra de preços redefine a produtividade doméstica
Para quem vive de conteúdo digital, a matemática é simples: tempo é receita. Usar duas telas corta cliques, evita abrir e fechar janelas e reduz erros de copiar-colar — ganhos sutis que, ao longo de um mês, viram horas de trabalho poupadas. Quando o investimento cai abaixo de R$300, o payback se encurta a poucas semanas, especialmente para quem monetiza via AdSense ou gerencia afiliados em tempo real.
Imagem: Internet
Do ponto de vista da indústria, o movimento também muda o patamar mínimo de qualidade percebida. Com Full HD a menos de R$450, oferecer 1366×768 deixa de fazer sentido, pressionando cadeias de produção a migrar para resoluções mais altas. Já o varejo testa modelos gamer de entrada próximos do preço dos office tradicionais, indicando que recursos como taxa de atualização de 75 Hz podem se tornar padrão em curto prazo.
Em resumo, a popularização da segunda tela barateia o acesso à produtividade e eleva a régua técnica do mercado. Para criadores, empreendedores e estudantes, o impacto direto é um ambiente de trabalho mais eficiente sem a necessidade de grandes desembolsos — tendência que tende a se consolidar enquanto a competição entre marcas mantiver os preços nesse patamar.