Imagine abrir um smartphone como quem desdobra um mapa, até transformar o aparelho em um mini-tablet de quase 10 polegadas. Agora pense em colocar um headset que promete superar a definição do Apple Vision Pro e ainda nascer da parceria Samsung-Google-Qualcomm. Esse combo pode ganhar data para sair do papel: 21 de outubro de 2025, no último Galaxy Unpacked do ano, segundo o jornal coreano ETNews.
Para quem cria conteúdo no WordPress, vive de anúncios no Google AdSense ou trabalha com marketing de afiliados, esse evento importa mais do que parece. Novos formatos de tela e de imersão significam mudanças no consumo de mídia, na forma de exibir publicidade e, claro, nas expectativas de usuários cada vez menos pacientes com experiências “planas”. A seguir, os fatos que já sabemos — e por que eles podem redesenhar o seu trabalho nos próximos meses.
Quando e por que o Unpacked deve acontecer em outubro
• A data ventilada é 21 de outubro de 2025. A Samsung teria descartado o plano inicial de 29 de setembro para realizar ajustes de qualidade e afinar a campanha de marketing.
• O timing é estratégico: chega menos de dois meses depois dos novos iPhones e coincide com a corrida de Natal e Black Friday, período crítico para o varejo físico e online.
• Caso se confirme, será o terceiro Unpacked do ano — janeiro (linha Galaxy S25), julho (dobráveis “tradicionais” e relógios) e, agora, outubro para as apostas mais ousadas.
Galaxy G Fold: o primeiro dobrável em três partes
• Nome de trabalho: Galaxy G Fold, um “tri-fold” com duas dobradiças que permite três configurações de uso.
• Tela interna: até 9,9 pol. totalmente aberta — ou seja, perto do tamanho de um iPad mini, mas cabendo no bolso quando fechado.
• Hardware especulado: 16 GB de RAM e o Snapdragon 8 Elite for Galaxy, versão customizada do chip topo de linha da Qualcomm.
• Lançamento simultâneo nos EUA e Coreia do Sul, algo raro na linha de dobráveis da marca.
• Principal rival já no mercado: Huawei Mate XT Ultimate Design, que custa uma fortuna e chegou ao Brasil com recorde de preço.
Embora a imprensa coreana aposte na revelação em outubro, fontes do próprio ETNews afirmam que o G Fold pode ficar para novembro ou até para um evento isolado, caso os ajustes de software e produção não fiquem prontos a tempo.
Project Moohan: o headset que mira Apple Vision Pro e Meta Quest 3
• “Moohan” significa “infinito” em coreano e é o codinome do headset de realidade mista (VR + AR).
• Parceria tripla: hardware da Samsung, sistema baseado em Android sob supervisão do Google e processador Snapdragon XR2+ adaptado pela Qualcomm.
• Ponto de crítica herdado da concorrência: conforto. A Samsung quer resolver peso, ajuste ao rosto e dissipação de calor antes de qualquer espetáculo gráfico.
• Rumores de especificações: dois painéis micro-OLED de 3.800 ppi (maior resolução que Apple e Meta) e 16 GB de RAM.
• Foco inicial em produtividade, colaboração remota e entretenimento — nichos onde Vision Pro e Quest 3 ainda enfrentam resistência de usuários não-gamers.
E os “óculos inteligentes” mais simples?
O site CNET menciona um terceiro dispositivo: um par de óculos assistente de voz, pensado para rivalizar com os Ray-Ban | Meta. Até agora, nada além de especulação; nenhuma especificação ou imagem vazada.
Imagem: Internet
Tri-dobráveis, realidade mista e o bolso do criador: o que realmente muda?
Há um padrão nas apostas da Samsung: ampliar tempo de tela e profundidade de imersão. Para quem vive de produzir, otimizar ou monetizar conteúdo, isso destrava três consequências diretas.
1. Layouts responsivos precisarão de um degrau extra. O G Fold coloca o desenvolvedor diante de pelo menos três proporções de display num mesmo aparelho. Sites em WordPress e aplicativos web terão de lidar com o “modo tablet” sem penalizar a experiência em modo telefone.
2. Formatos publicitários tendem a migrar. Banner tradicional em tri-dobrável é desperdício de área útil. O mercado de ads já testa anúncios adaptativos para dobráveis duplos; com três painéis, a demanda por criativos dinâmicos deve crescer, pressionando plataformas como Google AdSense a atualizar rapidamente suas diretrizes.
3. Headset como segundo monitor nativo. Se o Moohan entregar conforto e resolução, profissionais de design, edição de vídeo e data analytics podem adotar o dispositivo como tela adicional 3D. Isso muda o discurso de valor de apps SaaS, que terão de otimizar dashboards para realidades estendidas.
Em curto prazo, o impacto recai sobre early adopters de alto poder aquisitivo. Mas, a médio prazo, o histórico mostra: quando a Samsung padroniza um formato — foi assim com phablets e telas curvas — o ecossistema Android segue. Se outubro confirmar o tri-dobrável e o headset, o planejamento de conteúdo para 2026 já começa agora, contemplando telas múltiplas e experiências imersivas como regra, não exceção.