RTX 60 terá de esperar: fontes internas apontam que a próxima geração de placas da NVIDIA só entrará em produção em massa em 2028, resultado direto da crise de DRAM que redireciona a maior parte dos chips para data centers e inteligência artificial.
Escassez de DRAM paralisa cronograma da NVIDIA
Os planos originais previam um lançamento intermediário da linha GeForce RTX 50 SUPER entre o fim de 2025 e o início de 2026, mantendo o ritmo bienal que a fabricante costuma seguir. No entanto, a explosão da demanda por memória de alto desempenho — a mesma usada em servidores de IA — obrigou a empresa a rever prioridades. A série SUPER foi primeiro adiada, depois considerada cancelada, e agora o vazamento reforça que todo o foco está em preservar estoques para o mercado corporativo.
De acordo com uma apuração do portal The Information, a arquitetura Rubin que dará vida às futuras RTX 60 só deve ganhar escala industrial “em algum momento” de 2028. Isso criará um intervalo de aproximadamente três anos em relação às atuais GPUs Blackwell, algo inédito na história recente da companhia. O hiato rompe a cadência de atualizações que consumidores e integradores de PCs vinham usando para planejar upgrades e produtos.
A falta de componentes não atinge apenas a NVIDIA. A AMD, que lançou a linha Radeon RX 9000 em 2025 com menos modelos do que o normal, também não tem rumores sólidos sobre uma expansão de portfólio. Analistas veem risco de estagnação de performance no segmento doméstico caso o fornecimento de memória siga comprometido. Um relatório da Tom’s Hardware corrobora o cenário, estimando que até 70 % da DRAM HBM fabricada em 2026 foi destinada a servidores, deixando gamers em segundo plano.
O que o atraso significa para gamers e mercado
Para quem investiu recentemente em uma RTX 40 ou planejava ignorar a série 50, a notícia sinaliza vida longa ao hardware atual. Modelos como a RTX 5090 devem permanecer no topo do desempenho por vários anos, reduzindo a pressão por upgrade imediato. Por outro lado, preços tendem a ficar estáveis ou até subir, já que a oferta de GPUs novas será limitada e a demanda por IA continua forte.
Fabricantes de PCs pré-montados e entusiastas que dependem de ciclos de lançamento para renovar catálogos terão de ajustar estratégias. Sem novidades de ponta, a diferenciação de produtos pode girar mais em torno de design, refrigeração e otimizações de software do que de salto bruto de performance.
Na prática, o consumidor comum ganha tempo para amortizar investimentos, mas perde a perspectiva de avanços significativos em ray tracing, DLSS e eficiência energética no curto prazo. O detalhe que mais chama atenção é a possibilidade de concorrentes menores, como Intel, aproveitarem a janela para ganhar espaço caso consigam garantir suprimento de memória.
Resumindo: a próxima geração da NVIDIA deve demorar a dar as caras, e o mercado de PCs de alto desempenho pode viver um período de calmaria forçada. Para acompanhar outras movimentações no universo das placas de vídeo, siga nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Canaltech Fonte: Canaltech