Dos mesmos criadores de “La Casa de Papel”, a série espanhola “O Refúgio Atômico” chegou à Netflix e já se tornou a maratona obrigatória do momento. A trama mistura a tensão de um apocalipse com um golpe milionário, deixando os espectadores com uma pergunta crucial: haverá uma segunda temporada?
A resposta direta é que, até setembro de 2025, a Netflix ainda não fez uma confirmação oficial. No entanto, o final em aberto e a fórmula de sucesso dos produtores, Álex Pina e Esther Martínez Lobato, dão fortes indícios sobre o que esperar.
A história fisgou o público com um cenário de Terceira Guerra Mundial, onde bilionários se isolam em um bunker de luxo, o Kimera Underground Park, para escapar do caos. Lá dentro, eles desfrutam de uma vida paralela com todo tipo de luxo enquanto o mundo lá fora supostamente desaba.
O grande trunfo da trama, porém, não está no apocalipse, mas na grande revelação: tudo é uma farsa. O bunker é um golpe genial para enganar e roubar os confinados, uma virada que deixou o público desesperado por mais.
O Golpe Genial e o Final que Exige uma Continuação
A principal reviravolta da série é a descoberta de que a guerra não é real. O bunker é uma armadilha sofisticada criada por Minerva (Miren Ibarguren) e seu irmão, Ciro.
Abandonados na infância, os irmãos arquitetaram uma vingança espetacular: fazer com que os próprios bilionários financiassem seu cativeiro de luxo para que pudessem roubar todo o dinheiro deles.
Para manter a mentira, Ciro desenvolve Roxán, uma inteligência artificial que imita os confinados em videochamadas. Isso engana o mundo exterior e permite que Minerva execute golpes financeiros, culminando em consequências fatais como a morte de Oswaldo, sócio de um dos bilionários.
Dentro do bunker, a tensão explode com conflitos familiares e traições, levando tudo a um ponto de ruptura com o ato de rebeldia de Max.
Convencido da farsa, Max planeja escapar para buscar ajuda médica para a jovem Mimi. Com a ajuda de Asia (Alícia Falcó), ele desliga o sistema e alcança a saída em uma cena de tirar o fôlego.
A temporada termina no auge do clímax: a porta se abre e a luz do mundo real atinge o rosto de Max pela primeira vez. O que ele encontrará lá fora? Esse gancho deixa o público em suspense e praticamente exige uma nova temporada para explorar as consequências de sua fuga.
Além do Cliffhanger: A Fórmula ‘La Casa de Papel’ e o Futuro da Série
Enquanto a Netflix mantém o silêncio, a análise da estrutura da série indica que uma segunda temporada é mais uma probabilidade do que uma simples possibilidade.
A produção aplica a “fórmula La Casa de Papel” a um novo cenário: confinamento, um plano genial, conflitos explosivos e reviravoltas constantes. Essa é uma receita projetada para maratonas, e o final em aberto é a isca perfeita para garantir a demanda por uma renovação.
O roteiro para uma segunda temporada parece bem definido. A grande pergunta é o que Max encontrará do lado de fora. Será um mundo normal, o que exporia toda a farsa, ou ele será capturado antes de conseguir ajuda?
A dinâmica dentro do bunker também mudaria drasticamente. A fuga de Max pode inspirar uma rebelião, e a IA Roxán, antes um trunfo, se torna uma grande vulnerabilidade para Minerva.
A continuação pode transformar o thriller de confinamento em um jogo de perseguição em dois mundos: a luta pelo poder dentro do bunker e a busca pela verdade lá fora.
Considerando o sucesso imediato e o histórico de seus criadores, é muito provável que a Netflix anuncie a continuação em breve, com uma possível estreia para os novos episódios entre 2026 e 2027.