Velocidade extrema e apagão de comunicação desafiam a tripulação
NASA Artemis II – A poucos quilômetros de completar mais de um milhão de quilômetros percorridos, a missão prepara a dramática reentrada na atmosfera terrestre, marcada pela transmissão exclusiva da Record.
- Em resumo: Orion corta a atmosfera a 38 mil km/h e fica 8 minutos sem contato com a Terra.
Parede de fogo: a física por trás do espetáculo
No ponto crítico, a cápsula atinge 120 km de altitude e gera um plasma incandescente que envolve todo o casco. A velocidade é tão alta que seria possível cruzar o Pacífico em 20 minutos, destaca a The Verge. Para suportar temperaturas acima de 2 800 °C, o escudo térmico Avcoat de 5,02 m de diâmetro é consumido lentamente, protegendo os quatro tripulantes.
Nos “oito minutos do terror”, a Orion mergulha em ângulo raso, perde comunicação total e depende apenas de sua inércia e do escudo térmico para sobreviver.
Segurança calculada e próximos passos da Artemis
Quando a cápsula retomar o sinal, já estará a cerca de 8 km do Pacífico. Três conjuntos de paraquedas sequenciais reduzem a velocidade de 500 km/h para menos de 30 km/h em segundos, submetendo a tripulação a picos de 4 g – valor similar ao enfrentado nos pousos das antigas missões Apollo. Equipes da Marinha dos EUA serão guiadas por boias GPS para a localização imediata.
O sucesso da recuperação libera o cronograma para a Artemis IV, cujo objetivo é instalar o módulo Gateway em órbita lunar e preparar o terreno para o primeiro pouso tripulado desde 1972. Se confirmado, o voo de pouso deve ocorrer na Artemis III, já com data preliminar para 2027, segundo a própria NASA. A cápsula Orion, aliás, será reutilizada após inspeção do escudo, prática que reduz custos e acelera a cadência de lançamentos.
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Crédito da imagem: Divulgação / NASA