Rapidus inicia fábrica de chips 1,4 nm no Japão em 2027
Fábrica de chips 1,4 nm é a aposta da japonesa Rapidus para entrar na elite da litografia avançada. A empresa confirmou que a construção do complexo em Hokkaido começa no ano fiscal que se inicia em abril de 2027, com produção comercial prevista para 2029. A etapa de pesquisa e desenvolvimento em escala total do novo nó já arranca em 2025.
Construção em Hokkaido marca resposta à TSMC
A decisão coloca a Rapidus na corrida contra a taiwanesa TSMC, que também anunciou recentemente uma planta de 1,4 nm. Embora esteja alguns meses atrás da rival, a companhia japonesa pretende compensar a diferença com técnicas de empacotamento (packaging) que prometem encurtar o tempo entre fabricação e entrega dos semicondutores, evitando o envio das peças para outros países.
O cronograma divulgado detalha que as obras físicas começam “após março de 2027”, dentro do próximo ano fiscal japonês. Rumores indicam que a mesma instalação poderá ser adaptada no futuro para processos de 1 nm, reforçando a estratégia de longo prazo da empresa.
US$ 10 bi em incentivos públicos e privados
O projeto depende de um robusto ecossistema de investimentos. Gigantes locais como Toyota e Sony lideram o aporte de capital, enquanto o governo japonês oferece subsídios e incentivos fiscais para fortalecer a cadeia doméstica de semicondutores. De acordo com o portal Tom’s Hardware, a Rapidus já captou cerca de US$ 10 bilhões e negocia novos repasses para cobrir as próximas fases da obra.
A companhia também investe em equipamentos de litografia ultravioleta extrema (EUV) – tecnologia fundamental para empilhar bilhões de transistores em escalas abaixo de 2 nm. Essas máquinas, cada uma avaliada em centenas de milhões de dólares, serão instaladas gradualmente conforme o avanço das obras.
Ao assumir um calendário agressivo e apoio financeiro robusto, a Rapidus quer posicionar o Japão novamente como polo de inovação em chips de ponta. Se cumprir o plano, a empresa pode fornecer componentes estratégicos para data centers, inteligência artificial (IA) e dispositivos móveis de última geração, reduzindo a dependência asiática de outras foundries.
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Crédito da imagem: Adrenaline
Fonte: Adrenaline