Quando a Apple limita suas opções de cor a apenas três tonalidades, cada escolha ganha peso estratégico. No iPhone 17 Pro e 17 Pro Max não há preto, cinza ou dourado: só Silver, Deep Blue e Cosmic Orange. Para quem produz conteúdo, depende de capinha ou pensa na revenda, entender o que muda em cada acabamento vai muito além de “gosto pessoal”.
O novo corpo unibody de alumínio, o recorte traseiro em vidro e, principalmente, o plateau de câmera que atravessa toda a largura do aparelho fazem a cor aparecer em qualquer ângulo — mesmo com case. Isso torna o assunto relevante não só para quem quer estilo, mas para quem se preocupa com durabilidade visual e percepção de valor a longo prazo.
O design que coloca a cor em primeiro plano
• Estrutura única de alumínio com vidro em dois tons e um degrau de câmera “full-width”.
• Ausência total de opções neutras tradicionais (cinza espacial, preto ou dourado).
• A própria Apple indica que a cor do aparelho agora ficará mais exposta em quase todas as capinhas, inclusive as transparentes.
Silver: o curinga clássico
• Visual limpo e claro, combina com qualquer papel de parede ou acessório.
• Única cor que se harmoniza sem esforço com a capa transparente oficial da Apple.
• Pequenos arranhões ficam camuflados: o alumínio “cru” sob a camada anodizada é de tom parecido, reduzindo o contraste de danos.
• Ideal para quem pensa em revenda ou quer manter aspecto “de loja” por mais tempo.
Deep Blue: o “dark mode” profissional
• Parece quase preto em ambientes escuros, revelando nuances azul-marinho sob luz direta.
• Passa sofisticação, mas denuncia riscos: a prata do alumínio nu contrasta forte com o acabamento escuro.
• Testes preliminares mostram desgaste mais rápido, principalmente nas bordas e cantos do degrau de câmera.
• Opção para quem sempre escolheu os modelos cinza espacial, mas aceita marcas de uso ou pretende usar case robusta.
Cosmic Orange: destaque instantâneo
• Primeira vez que a Apple lança um laranja metálico tão intenso em iPhone.
• Moldura de alumínio em laranja profundo; vidro traseiro num tom um pouco mais claro, criando contraste sutil.
• Muda de “âmbar” sob luz natural para laranja queimado em iluminação artificial.
• Arranhões leves se disfarçam melhor que no Deep Blue, mas ainda ficam mais visíveis do que no Silver — atenção especial às bordas do plateau de câmera.
Além do visual: o que a escolha de cor muda no seu bolso e no seu conteúdo?
A cor pode parecer detalhe estético, mas impacta três frentes práticas:
Imagem: Hartley Charlt
1. Revenda e valor de troca
Historicamente, tons neutros como o Silver retêm preço melhor no mercado de usados, justamente porque exibem menos desgaste. Já cores “da moda” (pense no Pacific Blue do iPhone 12 Pro) fazem sucesso no primeiro ano, mas podem ter procura menor depois que a Apple descontinua o tom.
2. Identidade visual de quem cria conteúdo
Para youtubers, fotógrafos e social media, o aparelho aparece em cena. O Cosmic Orange sinaliza “modelo novo” de imediato, o que ajuda a atrair cliques em thumbnails. O Deep Blue cria um contraste elegante com setups escuros, mas exigirá mais cuidado para não mostrar arranhões em gravações macro.
3. Custos indiretos com acessórios
Capas claras podem manchar, capas escuras podem esconder o brilho do Silver ou do Cosmic Orange. Se a ideia é usar case transparente, Silver é a escolha sem erro; já Deep Blue tende a ganhar reflexos esverdeados em plástico transparente barato, obrigando a investir em cases premium para manter a cor fiel.
No fim, escolher entre Silver, Deep Blue e Cosmic Orange é decidir entre discrição, elegância dark ou ousadia — cada uma com implicações concretas em manutenção de aparência, percepção de marca pessoal e valor de revenda. A boa notícia é que, entendendo esses pontos, fica mais fácil bater o martelo sem arrependimentos.