Se você pensa em reservar o feriado de Finados para maratonar jogos de terror no PlayStation, é bom rever os planos. A Sony confirmou que alguns títulos vão deixar o catálogo da PlayStation Plus Extra e Deluxe em 21 de outubro de 2025 — justamente na véspera do período de Halloween, quando a procura por jogos assustadores costuma disparar.
A notícia interessa não só aos jogadores, mas também a criadores de conteúdo de games, profissionais que monetizam vídeos no YouTube ou blogs via AdSense e afiliados, pois a saída de títulos populares impacta buscas, tendências de streaming e potencial de tráfego orgânico. Entender o calendário de entrada e saída de jogos ajuda a planejar pautas, otimizar SEO e antecipar picos de audiência.
Quais jogos vão sair do PlayStation Plus Extra e Deluxe?
Segundo a lista divulgada inicialmente pela PlayStation Store japonesa — tradicionalmente seguida pelas lojas americana, europeia e brasileira —, dois títulos já estão confirmados para deixar o serviço na data de 21 de outubro de 2025:
- The Dark Pictures Anthology: The Devil in Me – disponível no serviço desde 2023;
- The Dark Pictures Anthology: House of Ashes – presente no catálogo desde 2024.
A Sony informou que a relação pode crescer, e atualizará a página oficial caso outros jogos sejam adicionados à lista de remoções.
Por que esses títulos estão saindo agora?
O acordo de licenciamento entre a Sony e a publisher Bandai Namco expira em outubro, e as partes optaram por não renovar. Entre os bastidores, o raciocínio é simples: ao retirar os jogos perto do Halloween, a Bandai Namco incentiva vendas diretas, aproveitando o hype de terror que domina o mês. Para a Sony, manter o rodízio é parte da estratégia de giro de catálogo, que reduz custos de royalties e mantém a percepção de novidade no serviço.
Como a remoção afeta os assinantes?
Vale lembrar que, uma vez resgatados, os títulos continuam disponíveis na conta do usuário enquanto a assinatura permanecer ativa. Quem já adicionou os jogos à biblioteca poderá jogá-los normalmente. O impacto real recai sobre novos assinantes ou quem ainda não tinha baixado os títulos.
Imagem: Internet
Catálogo dinâmico: o modelo que veio para ficar
Trocas mensais fazem parte da proposta do PS Plus Extra e Deluxe desde o relançamento do serviço em 2022. Em contrapartida às saídas, a Sony anuncia, no mesmo dia 21 de outubro, a nova leva de jogos que entram no catálogo. Essa rotação cria um senso de urgência no consumo e também favorece publishers que buscam janelas de destaque.
Assinaturas em Xeque: o vai-e-vem de jogos e o que ele revela sobre o futuro dos serviços
Num cenário em que Spotify, Netflix e Game Pass já educaram o público sobre catálogos voláteis, a saída de The Devil in Me e House of Ashes reforça três tendências:
- Monetização híbrida – Publishers usam o streaming como vitrine temporária para impulsionar compras tradicionais. O modelo “prova grátis, compre depois” volta com força, agora disfarçado em licenças de curto prazo.
- Valor percebido vs. preço real – Para o assinante, o custo-benefício do PS Plus Extra/Deluxe depende da soma de entradas e saídas. Cada remoção reduz momentaneamente o “estoque de diversão”, pressionando a Sony a trazer títulos de igual ou maior relevância na reposição.
- Oportunidades de conteúdo – Criadores que entendem o calendário de rotatividade podem antecipar listas do tipo “jogue antes que saia” ou “vale a pena comprar após deixar o serviço?”, capturando tráfego qualificado e nichado.
No fim das contas, o rodízio reforça que o consumidor não está pagando pela posse, mas pelo acesso. Quem acompanha de perto consegue extrair máximo valor, seja em horas de gameplay, seja em cliques e receitas de mídia. A dança das cadeiras continua — e entender o ritmo faz toda diferença.