OnlyFans exige antecedentes criminais de novos criadores
OnlyFans antecedentes criminais agora fazem parte do cadastro de quem deseja vender conteúdos na plataforma nos Estados Unidos. A CEO Keily Blair confirmou, no LinkedIn, a parceria com a empresa de verificação de identidades Checkr, responsável por analisar os registros de cada candidato antes de liberar a conta.
Nova regra mira “segurança da comunidade”
De acordo com Blair, o objetivo é impedir que pessoas com condenações que “possam impactar a segurança” entrem no marketplace. Ainda não há lista de crimes que provoquem bloqueio automático nem indicação de quando – ou se – a checagem será estendida aos criadores já ativos ou a outros países.
A Checkr é conhecida por atender apps da chamada economia sob demanda, como Uber, Lyft e DoorDash, além de integrar seu sistema ao LinkedIn para processos seletivos corporativos. Mesmo assim, a companhia enfrenta centenas de ações judiciais nos EUA por relatórios considerados incorretos ou desatualizados, como lembra uma reportagem da Wired.
Criadores temem exclusão e impacto financeiro
O OnlyFans se popularizou com a venda de fotos e vídeos adultos, tornando-se fonte de renda para muitos trabalhadores sexuais. Parte dessa comunidade vê a exigência como barreira adicional que, na prática, não deterá agressores, mas poderá afastar profissionais vulneráveis que recorrem à plataforma justamente para fugir de riscos do trabalho presencial.
A preocupação lembra medida semelhante do Pornhub, que exigirá ficha criminal de novos parceiros a partir de 2026. Para ativistas, a tendência amplia o controle sobre quem pode gerar receita online e pode empurrar criadores excluídos para ambientes menos seguros.
À medida que o OnlyFans reforça suas políticas, empreendedores digitais devem acompanhar de perto como mudanças regulatórias afetam modelos de monetização. Para mais análises sobre decisões de plataformas e negócios digitais, visite nossa editoria de Tecnologia e Negócios Digitais e continue informado.
Crédito da imagem: Tecnoblog
Fonte: Tecnoblog