Óculos inteligentes Alibaba estreiam com IA e 24h de bateria
Óculos inteligentes Alibaba passam a ser vendidos na China com dois modelos, S1 e G1, marcando a entrada da gigante do e-commerce no mercado de wearables com inteligência artificial (IA).
Dois modelos, telas micro-OLED e chips Snapdragon AR1
O topo de linha S1 custa 3.799 yuans (cerca de R$ 2.870) e traz telas micro-OLED transparentes que sobrepõem informações ao ambiente real, enquanto o G1, mais focado em lifestyle, sai por 1.899 yuans (aprox. R$ 1.435). Ambos utilizam a plataforma Snapdragon AR1 da Qualcomm, projetada para realidade aumentada, com unidades de processamento neural dedicadas a IA.
Os dois modelos incluem câmeras embutidas, microfones de condução óssea e um sistema de baterias duplas removíveis. Segundo a Alibaba, o conjunto garante até 24 horas de autonomia, diferencial frente a concorrentes como a linha Ray-Ban da Meta, citada em análises do TechCrunch.
Integração total ao ecossistema e disputa global por tráfego
Alimentados pelo modelo de linguagem Qwen, os óculos podem ser controlados por voz ou toque via aplicativo dedicado. A integração com serviços da própria empresa — Alipay, Taobao e Fliggy — permite reconhecer preços, pagar compras, traduzir textos e até transcrever reuniões em tempo real. Parcerias com as plataformas de streaming QQ Music e NetEase Cloud Music ampliam as funções de entretenimento.
Disponível em marketplaces como Tmall, JD.com e Douyin, o Quark S1 também chegou a mais de 600 lojas físicas em 82 cidades chinesas. Versões internacionais estão previstas para 2025 via AliExpress, mas mercados específicos ainda não foram divulgados.
O movimento ocorre em um cenário aquecido: a IDC registrou 1,6 milhão de unidades de óculos inteligentes embarcadas na China até setembro, com a Xiaomi liderando um terço desse total. Globalmente, a Meta mantém cerca de 80 % do segmento de headsets de realidade virtual, mas a proliferação de modelos com IA — de Apple, Samsung e Baidu — indica competição intensa pelo “próximo ponto de entrada de tráfego”, nas palavras do analista Li Chengdong.
Com telas avançadas, chip dedicado e forte integração de serviços, a aposta da Alibaba é transformar o wearable em um assistente pessoal capaz de impulsionar seu ecossistema de IA e e-commerce. Para acompanhar outras novidades do setor, visite nossa editoria de Tecnologia e Celulares.
Crédito da imagem: Mundoconectado
Fonte: Mundoconectado