Quem tem um Nintendo Switch (ou já planeja migrar para o futuro Switch 2) ganhou um motivo extra para abrir espaço no cartão SD. A Nintendo colocou dezenas de jogos em promoção na eShop brasileira com abatimentos que chegam a 90%. A liquidação, que coincide com a temporada de Halloween, inclui títulos consagrados como No Man’s Sky, The Witcher 3: Wild Hunt e o recém-relançado Shin Megami Tensei V: Vengeance.
Para quem cria conteúdo de games, cobre lançamentos ou simplesmente quer entender o movimento de mercado, esses descontos oferecem mais do que economia: eles sinalizam como a Nintendo se prepara para manter jogadores engajados enquanto o sucessor do console não chega oficialmente às lojas.
Os maiores descontos da semana na eShop brasileira
A tabela abaixo reúne os valores praticados até o fechamento desta matéria (24/10/2025, 19h30). Como sempre, as ofertas podem mudar sem aviso.
Jogos com 70% ou mais de desconto
- Figment — R$ 9,99 (-90%)
- Inside — R$ 9,99 (-87%)
- Metro Redux — R$ 22,35 (-85%)
- Digimon Survive — R$ 47,98 (-84%)
- Spiritfarer — R$ 9,99 (-83%)
- Nexomon — R$ 10,19 (-80%)
- Ni no Kuni: Wrath of the White Witch — R$ 39,98 (-80%)
- Rogue Legacy — R$ 12,00 (-80%)
- 13 Sentinels: Aegis Rim — R$ 73,75 (-75%)
- Death’s Door — R$ 25,25 (-75%)
- The Witcher 3: Wild Hunt — R$ 44,99 (-75%)
Descontos expressivos, mas abaixo de 70%
- Disco Elysium – The Final Cut — R$ 61,18 (-70%)
- No Man’s Sky — R$ 119,96 (-60%)
- Shin Megami Tensei V: Vengeance — R$ 134,95 (-55%)
- Shovel Knight: Treasure Trove — R$ 73,99 (-50%)
Facilidades de pagamento e retrocompatibilidade no radar
Além dos descontos, a Nintendo segue oferecendo a possibilidade de parcelar compras feitas via gift cards adquiridos em revendedores digitais, com opção de até quatro vezes sem juros no PayPal ou três vezes no cartão de crédito. O detalhe pode parecer apenas conveniência, mas reduz a barreira de entrada para quem pretende montar um catálogo extenso antes da transição para o próximo hardware.
Outro ponto que impulsiona as vendas é a garantia já declarada pela empresa de que o futuro Switch 2 será retrocompatível. O consumidor sente-se seguro em investir agora, sabendo que os títulos seguirão funcionando no novo aparelho.
Não é só desconto: o que essa liquidação revela sobre o futuro do Switch e de quem cria conteúdo
Campanhas sazonais sempre fizeram parte da estratégia das plataformas digitais, mas o timing desta leva de ofertas indica dois objetivos claros da Nintendo.
Imagem: Internet
1. Alongar o ciclo de vida do Switch original. Mesmo às vésperas de um sucessor, a empresa sustenta a base instalada — estimada em mais de 130 milhões de unidades — com promoções agressivas. Menos churn significa usuários ativos consumindo jogos, DLCs e assinaturas, uma métrica valiosa para investidores.
2. Antecipar receita para custear a virada de geração. Licenças digitais não exigem novos estoques, então cada download em promoção é margem quase pura. Esse fluxo de caixa ajuda a amortizar custos de marketing do próximo console sem depender apenas do lançamento futuro.
Para criadores de conteúdo, o recado é igualmente pertinente. Com jogos premium chegando a preços inferiores a R$ 10, a barreira para players experimentarem experiências cult ou AAA desaba. Isso amplia o público-alvo de reviews, guias e transmissões no Twitch/YouTube, já que mais gente terá acesso aos títulos em destaque. Quem monetiza via AdSense ou afiliados encontra aqui um pico potencial de busca orgânica por dicas e análises desses jogos.
Olhar adiante: se os descontos continuarem nesse ritmo até a Black Friday, veremos um backlog inflado que atravessará a mudança de geração. Para o mercado, isso significa que os primeiros meses do Switch 2 podem ter vendas de software mais moderadas, já que muitos jogadores ainda estarão imersos nos títulos adquiridos agora. Para desenvolvedores independentes, entretanto, a visibilidade durante promoções da Nintendo se mantém uma das janelas mais valiosas para escalar downloads.
Em resumo, a liquidação de Halloween não é apenas uma oportunidade de economizar: ela sinaliza como a Nintendo quer fechar a era do Switch em alta, engordar a base de jogos digitais e preparar terreno — financeiro e psicológico — para a próxima fase de seu ecossistema.