Outubro nunca decepciona os fãs de terror, mas 2025 resolveu caprichar. Entre um Frankenstein repaginado por Guillermo del Toro e uma comédia romântica que foi surpresa de audiência na Netflix, a semana que começa em 23 de outubro chega lotada de estreias que misturam sustos, suspense e até um pouco de alívio cômico.
Para quem cria conteúdo sobre cultura pop, monetiza blogs com AdSense ou simplesmente adora maratonar antes de escrever a próxima newsletter, vale ficar de olho nos títulos a seguir. Além de render cliques — afinal, Halloween sempre gera interesse — essas produções mostram como streaming e cinema estão calibrando suas ofertas para públicos bastante diferentes, mas igualmente famintos por novidade.
Ninguém Quer – Temporada 2 (23/10 | Netflix)
A comédia romântica protagonizada por Adam Brody e Kristen Bell volta depois de figurar entre as maiores estreias de 2024 da plataforma. Agora, o casal formado pela agnóstica Hazel e pelo rabino Josh tenta equilibrar diferenças religiosas, família ampliada e ciúmes repentinos. Entre as novidades do elenco estão Arian Moayed como possível interesse amoroso de Morgan (Justine Lupe) e Alex Karpovsky como o carismático “Big Noah”. Para os fãs de curiosidades, Leighton Meester — esposa de Brody na vida real — faz participação especial, o que deve atrair ainda mais buzz nas redes.
Frankenstein (23/10 | Cinemas selecionados)
Guillermo del Toro revisita o clássico de Mary Shelley com a ambição de atualizar o debate sobre criação e responsabilidade científica. No elenco, Jacob Elordi vive a criatura, enquanto Oscar Isaac assume o papel de Victor Frankenstein; Mia Goth completa o trio principal. O longa estreia primeiro em salas de cinema antes de migrar para a Netflix, estratégia que busca agradar tanto cinéfilos puristas quanto assinantes de streaming.
Reencarne (23/10 | Globoplay)
Produção nacional criada por Igor Verde, Reencarne aposta em suspense psicológico com toques de misticismo. Taís Araújo interpreta uma delegada que precisa lidar com o retorno — em outro corpo — de um policial morto. A premissa gira em torno de Túlio (Welket Bunguê), acusado de assassinar o parceiro, e de Verônica (Julia Dalavia), que afirma ser a reencarnação da vítima. A série promete discussões sobre justiça, culpa e espiritualidade, temas que têm boa performance de engajamento em fóruns e podcasts.
A Meia-Irmã Feia (23/10 | Cinemas)
Dirigido e roteirizado por Emilie Blichfeldt, o filme subverte a história da Cinderela para contar a trajetória de Elvira (Lea Myren). Num reino obcecado por padrões estéticos, a jovem entra numa competição cada vez mais macabra para conquistar o príncipe. A proposta de “conto de fadas dark” dialoga com a tendência de terror folclórico e deve render debates sobre pressão estética, tema caro a creators de lifestyle e saúde mental.
Imagem: Internet
Casa de Dinamite (24/10 | Netflix)
Após breve passagem por cinemas de arte, o suspense de Kathryn Bigelow desembarca no streaming. Rebecca Ferguson, Idris Elba e Greta Lee investigam um míssil não identificado que atinge território americano. A narrativa costura geopolítica, tecnologia de defesa e paranoia nacional — terreno fértil para análises no Twitter e em canais de YouTube que cobrem temas militares ou de segurança cibernética.
Halloween, Streaming e Algoritmo: por que esses títulos devem aparecer no seu feed — e no bolso das plataformas
Por trás da variedade, há uma lógica comercial clara. Outubro é momento de alto tráfego em buscas por “filmes de terror”, mas também de picos de assinaturas temporárias. Netflix e Globoplay, cientes disso, intercalam susto e romance para não perder espectadores avessos ao gênero. A estratégia de del Toro, com Frankenstein indo primeiro aos cinemas, mostra que o modelo híbrido segue vivo: sala grande garante prestígio crítico, enquanto a estreia posterior no streaming amplia o alcance e alimenta o catálogo — fundamental para reter quem chega por causa de uma única produção.
Para criadores de conteúdo, o cardápio oferece ganchos variados: comparação de livros x filmes, debates sobre diversidade religiosa em Ninguém Quer, reflexões sobre ética científica em Frankenstein e até discussões sobre padrões de beleza em A Meia-Irmã Feia. Cada tópico atende nichos diferentes, o que aumenta as chances de engajamento e segmentação de palavras-chave long tail. Já anunciantes enxergam oportunidade similar: Halloween puxa CPM para cima em vertical de entretenimento, e títulos de alto reconhecimento seguram a audiência tempo suficiente para exibir mais anúncios ou recomendar produtos afiliados.
No fim das contas, a semana ilustra como estúdios e plataformas combinam calendário temático, apelo de elenco e janelas de exibição múltiplas para maximizar receita — e como quem produz conteúdo pode surfar essa onda traduzindo temas complexos em conversas acessíveis. Se outubro é o mês dos sustos, o maior deles seria ignorar a mecânica que coloca cada um desses títulos no topo do seu Discover.