JPMorgan recusa pagar despesas legais de Charlie Javice
JPMorgan comunicou ao tribunal que não pretende arcar com as contas legais da fundadora da Frank, Charlie Javice, alegando gastos “excessivos e questionáveis” apresentados por sua defesa.
Por que o banco se recusa a pagar
Segundo representação jurídica do banco, Javice – processada por supostamente inflar o número de usuários da plataforma de auxílio estudantil Frank na venda de US$ 175 milhões ao JPMorgan – teria pedido reembolso integral de serviços advocatícios. A instituição argumenta que o acordo de aquisição não cobre despesas consideradas fora do padrão. Em petição recente, os advogados do banco afirmam que a equipe de defesa chegou a lançar 24 horas de trabalho em um único dia, algo “fisicamente impossível”.
Detalhes dos gastos contestados
A lista de despesas inclui upgrade para suítes em hotéis de luxo, refeições de alto padrão e até “cellulite butter”, um creme para tratamento estético, descrito como item de bem-estar. Para o JPMorgan, esses custos não se relacionam à ação judicial e descumprem cláusulas de razoabilidade previstas em contratos corporativos. Especialistas em direito empresarial ouvidos pelo Forbes observam que empresas costumam reembolsar apenas itens diretamente vinculados à estratégia de defesa, como honorários, custas processuais e viagens essenciais.
O impasse agora segue para decisão do juiz responsável pelo caso, que determinará se as despesas devem ou não ser reembolsadas. Caso o tribunal concorde com o banco, Javice poderá ter de cobrir integralmente as faturas já emitidas e as que ainda virão, somando centenas de milhares de dólares.
O desfecho desta disputa promete influenciar novos acordos de aquisição que preveem proteção jurídica aos fundadores. Para acompanhar outras análises sobre como litígios corporativos afetam negócios digitais, visite nossa editoria de Tecnologia e Negócios Digitais.
Crédito da imagem: Techcrunch
Fonte: Techcrunch