iPad com chip A18 segue programado para estrear no primeiro semestre de 2026, segundo nova atualização de Mark Gurman, da Bloomberg. O cronograma reforça que o modelo de entrada, ausente nos anúncios da última temporada, continua nos planos da Apple e pode redefinir a faixa básica da linha com ganhos relevantes de desempenho e longevidade.
Previsão de Gurman mantém janela de janeiro a junho
Em sua newsletter Power On, Gurman afirma que a Apple não cancelou o produto — apenas deslocou a apresentação para uma data ainda “relativamente próxima”. A expectativa inicial era que o tablet aparecesse junto do novo iPad Air e dos MacBooks atualizados, mas a semana passou sem novidades para o modelo mais barato. Agora, o jornalista reitera que o plano interno continua apontando para o primeiro semestre de 2026, período que historicamente vai de março a junho na agenda da empresa.
Se confirmado, o intervalo garante à Apple tempo suficiente para alinhar estoques, finalizar o software e posicionar o lançamento antes da WWDC, quando as atenções normalmente se voltam para iPadOS. Em anos anteriores, a marca alternou apresentações de hardware entre eventos virtuais e comunicados à imprensa, o que mantém aberta a possibilidade de um anúncio discreto — mas ainda assim relevante para o portfólio.
A18 deve levar desempenho de iPhone topo de linha ao iPad básico
O ponto que mais chama atenção é a adoção do chip A18, projetado no processo de 3 nm da TSMC e aguardado também no iPhone 16. Para o consumidor, isso significa:
- Saltos de performance em comparação ao A14 do iPad 10ª geração;
- Eficiência energética maior, com promessa de bateria mais longa;
- Longevidade em atualizações de iPadOS, já que o silício é mais recente;
- Possíveis recursos de IA on-device, tendência que ganha força no ecossistema Apple.
Na prática, isso aproxima o iPad de entrada do patamar hoje ocupado por modelos Air, reduzindo as diferenças de uso no dia a dia e pressionando concorrentes Android na mesma faixa de preço.
Estratégia indica alinhamento completo da linha iPad
O lançamento também ajuda a explicar por que a Apple vem espaçando atualizações do iPad básico. Ao empurrar a geração anterior por mais tempo, a companhia consegue a transição direta do A14 para o A18, evita um ciclo intermediário e reforça a ideia de “grandes saltos” a cada dois anos.
Além disso, a chegada simultânea de novos iPad Air, iPad Pro com OLED e MacBooks com M3 cria um pacote coeso de dispositivos focados em desempenho e eficiência, sustentando a narrativa de avanço tecnológico em todo o catálogo.
Para o usuário, o impacto pode ser significativo: quem precisa de um tablet para estudos, edição leve de vídeo ou jogos casuais deve encontrar em 2026 um iPad de entrada muito mais capaz sem precisar migrar para as versões Pro.
O detalhe mais relevante é que, mesmo sem confirmação oficial, o histórico de acertos de Gurman costuma antecipar com precisão a agenda da Apple. Caso o cronograma se mantenha, o primeiro semestre de 2026 trará a maior renovação de hardware básico da empresa em anos. Para acompanhar novidades sobre iPhone, iPad e todo o ecossistema da maçã, siga nossa editoria de mundo Apple.
Crédito da imagem: 9to5mac Fonte: 9to5mac