Era aguardado como a maior atualização do iPhone desde o redesign “flat” de 2013. Nesta segunda-feira, 15 de setembro, a Apple iniciou a liberação do iOS 26, pacote que combina um novo visual chamado Liquid Glass a recursos de inteligência artificial baseados no GPT-5, da OpenAI. Para quem usa o aparelho tanto como ferramenta de trabalho quanto de criação, a pergunta imediata é dupla: meu iPhone vai receber? e o que exatamente muda no meu dia a dia?
Neste artigo você encontra a lista completa de modelos suportados, o que há de realmente novo em termos de interface e IA, e por que isso importa em um cenário onde Google e Samsung também aceleram suas próprias iniciativas de software inteligente.
Quais iPhones recebem o iOS 26
A Apple manteve a tradição de prolongar o ciclo de suporte: todos os aparelhos lançados a partir de 2019 entram na festa. Já quem ficou nos modelos de 2018 terá de conviver com o iOS 25 para sempre. Eis a relação oficial:
Modelos compatíveis
- Linha iPhone 17 (incluindo o novo iPhone 17 Pro e o iPhone Air, já com o iOS 26 de fábrica)
- iPhone 11, 11 Pro, 11 Pro Max
- iPhone SE (2ª e 3ª geração)
- Famílias iPhone 12, 13, 14, 15 e 16, em todas as variantes mini, Plus, Pro e Pro Max
- iPhone 16e
Modelos que ficam de fora
- iPhone XR
- iPhone XS
- iPhone XS Max
Liquid Glass: a maior mudança visual em dez anos
O codinome Liquid Glass representa uma interface que reage ao ambiente: elementos translúcidos recebem a cor predominante ao redor, simulando vidro temperado que “pega” a iluminação do cômodo ou do papel de parede. Durante a fase beta, alguns usuários acharam o efeito agressivo; por isso, a versão final suavizou transparências e animações. O resultado lembra a linguagem do visionOS, sistema do Apple Vision Pro, aproximando ecossistema móvel e computação espacial.
Imagem: Internet
Siri e recursos de IA turbinados pelo GPT-5
A assistente nativa agora roda sobre o modelo GPT-5, permitindo respostas em cadeia, mais naturais e cheias de contexto. Entre as novidades que dependem dessa engine estão:
- Tradução em tempo real embutida em Mensagens, FaceTime e ligações regulares.
- Visual Intelligence: o sistema “entende” o que está na tela e sugere ações — de comprar um produto visto em foto a criar eventos no calendário.
- Image Playground repaginado, capaz de gerar e editar ilustrações com maior fidelidade.
Funcionalidades práticas para o cotidiano
- Hold Assist espera na linha por você em centrais de atendimento e avisa quando um humano atende.
- Filtro Anti-spam promete reduzir ainda mais chamadas e SMS indesejados.
- Mensagens: fundos customizáveis e indicador de digitação mais evidente.
- Apple Music: transições automáticas entre faixas e tradução de letras.
- Aplicativo Jogos centraliza títulos, notícias e desafios.
- Notas agora importa e exporta em Markdown.
- Workout Buddy no Apple Watch usa IA generativa para sugerir treinos e narrá-los (apenas em inglês por enquanto).
Análise de Impacto: e daí para quem usa ou desenvolve para iPhone?
Ao unir interface reativa e IA generativa, a Apple sinaliza duas prioridades: manter a percepção de dispositivo “premium” pelo design e, ao mesmo tempo, não ficar atrás de rivais que integram modelos de linguagem em cada canto do sistema. A adoção do GPT-5 na Siri — algo que seria impensável há poucos anos, dado o histórico de desenvolvimento interno — indica que a empresa está disposta a terceirizar modelos quando isso acelera a entrega de valor ao usuário.
Para o público geral, o ganho mais imediato está na redução de atritos: esperar na linha, entender outro idioma ou extrair informação de uma imagem se tornam tarefas quase invisíveis. Já para desenvolvedores e profissionais de marketing, o recado é claro: experiências que ignoram contexto visual ou tradução em tempo real correm o risco de parecer datadas. A longo prazo, o Liquid Glass pode servir de ponte estética para produtos de realidade aumentada, sugerindo que o iPhone continue o “controle remoto” do universo Apple mesmo quando os óculos assumirem o protagonismo. Em outras palavras, o iOS 26 é menos sobre o presente e mais sobre preparar o terreno para a próxima década de computação pessoal.