Para quem vive de tecnologia — seja testando hardware, criando conteúdo em WordPress ou otimizando campanhas no Google AdSense — um gabinete não é apenas uma “caixa” onde ficam os componentes. Ele influencia temperatura, ruído, facilidade de manutenção e até a estética do setup que aparece em vídeos e lives. Nesse contexto, a InWin apresentou o SHIFT, um gabinete de estrutura totalmente aberta que promete unir praticidade extrema a um visual digno de cenário de ficção científica.
A proposta mira no público que faz overclock constante, troca peças para benchmarks ou simplesmente quer mostrar cada componente do PC como parte do design do escritório ou estúdio. Com construção em alumínio usinado via CNC e abas ajustáveis, o modelo assume função dupla: acessório de performance e objeto de decoração.
Estrutura aberta em alumínio usinado: engenharia para modders e entusiastas
O InWin SHIFT adota um chassi aberto que expõe todo o hardware, dispensando painéis laterais. A base de alumínio usinado em CNC oferece rigidez e leveza, enquanto flaps ajustáveis permitem configurar a posição das “asas” conforme o tamanho dos radiadores ou do conjunto de placas de vídeo. Visualmente, o resultado lembra um drone ou um pequeno OVNI pousado na mesa.
Compatibilidade ampla: E-ATX, GPUs de 350 mm e várias orientações
Mesmo com design não convencional, o gabinete aceita placas-mãe até o padrão E-ATX e placas de vídeo de até 350 mm. Na frente da GPU, suportes sem necessidade de ferramentas permitem instalação vertical, horizontal ou em configuração multi-GPU. As asas laterais acomodam radiadores para watercoolers AIO, além de fontes ATX tradicionais e múltiplos SSDs.
Usabilidade pensada em detalhes: furos reforçados, cabos ocultos e app em 3D
Para trocas frequentes de hardware, a InWin reforçou os furos de parafuso, reduzindo o desgaste em montagens repetidas. O SHIFT também esconde a bagunça dos cabos com suportes dedicados no dorso da estrutura, algo raro em gabinetes abertos. Completa o pacote um aplicativo gratuito que exibe o modelo em 3D, ajudando a planejar a montagem antes mesmo de colocar a mão na chave Phillips.
Preço europeu posiciona o produto no segmento premium
O gabinete já está à venda na Europa por € 449,99 (cerca de R$ 2.835). Embora seja caro para padrões brasileiros, ele ainda fica abaixo de cases conceituais como o Sneaker X Red da Cooler Master (± R$ 8.000) ou o Tt DistroCase (± R$ 5.700). A expectativa é que, se chegar oficialmente ao Brasil, o valor supere a conversão direta, aproximando-se de rivais como o Corsair 9000D.
Imagem: Internet
Do bench ao feed: por que um gabinete como o SHIFT sinaliza novos caminhos para PCs de alto impacto visual
O lançamento do InWin SHIFT reforça uma tendência que vai além do modding hardcore: a transformação do computador em peça de design e conteúdo. Para streamers e criadores, o gabinete aberto vira cenário permanente, exibindo iluminação ARGB e peças de última geração — um “cartão de visitas” que impacta audiência e parceiros de marca. Já para profissionais de marketing digital, ele simplifica a troca rápida de GPUs e placas-mãe em testes de performance, economizando tempo na produção de comparativos e reviews.
Do ponto de vista de mercado, a aposta numa estrutura sem painéis laterais indica que fabricantes enxergam maturidade no consumidor entusiasta: quem investe pesado em hardware está disposto a pagar mais para mostrar cada detalhe. Esse movimento pode impulsionar acessórios complementares, como suportes de GPU articulados e sistemas de refrigeração custom, criando um ecossistema de alto valor agregado.
Em última análise, o SHIFT é menos sobre “mais FPS” e mais sobre experiência de uso e posicionamento de marca pessoal. Ao transformar o gabinete em vitrine, ele une performance e storytelling, sugerindo que o futuro do desktop premium passa tanto pelo design quanto pelos números de benchmark.