Intel fabricará chips Apple M-Series em 2027 com 18A
Intel fabricará chips Apple M-Series em regime de alto volume a partir do segundo ou terceiro trimestre de 2027, caso se confirmem as informações do analista Ming-Chi Kuo. A Apple teria assinado um acordo de confidencialidade, já recebeu os manuais de projeto do processo de 18 Ångströms (18A) da Intel e executa simulações internas enquanto aguarda o kit de desenvolvimento final para o 1º trimestre de 2026.
Cronograma e volume previsto
Segundo Kuo, o pacote completo de design será entregue até março de 2026. Se a Intel cumprir desempenho e rendimento, os lotes comerciais devem sair de suas fábricas no Arizona no 2º ou 3º trimestre de 2027. O componente escolhido é o chip básico da série M, presente em MacBook Air e iPad Pro, linhas que somaram cerca de 20 milhões de unidades em 2025. Para 2026-2027, a projeção é manter entre 15 e 20 milhões de unidades anuais, volume considerado relevante para um novo cliente de fundição, mas insuficiente para ameaçar a liderança da TSMC em nós avançados.
Por que a Apple diversifica fornecedores
A estratégia de Cupertino visa reduzir a dependência da TSMC, que seguirá responsável pelos chips mais avançados, como os SoCs de alto desempenho dos Macs e os processadores do iPhone. Ao migrar o silício de entrada para outra fundição, a empresa cria redundância contra eventuais gargalos em um único parceiro e se alinha ao incentivo do governo dos EUA para produção doméstica de semicondutores.
Para a Intel, o contrato representa um selo de maturidade do processo 18A e a chance de consolidar sua divisão de fundição com um cliente de peso. Ainda assim, o maior desafio será cumprir prazos e metas de rendimento: a Apple só avançará para a fase de tape-out depois de validar integralmente o kit no primeiro semestre de 2026. Detalhes adicionais sobre o acordo foram repercutidos pelo Tom’s Hardware, referência em cobertura de semicondutores.
Se os marcos forem atingidos, 2027 marcará o retorno da Intel como parceira da Apple, quatro anos após o fim da colaboração anterior em 2023. A vitória pode abrir caminho para contratos futuros e ampliar a produção local nos Estados Unidos.
Quer acompanhar como essa negociação pode impactar o mercado de chips e os negócios digitais? Visite nossa seção de Tecnologia e Negócios Digitais e fique por dentro das próximas análises.
Crédito da imagem: Adrenaline
Fonte: Adrenaline