Se você acompanha o mercado de notebooks porque depende de um equipamento rápido para editar vídeos, rodar modelos de IA ou simplesmente extrair mais cliques de um blog no WordPress, convém prestar atenção a um vazamento recente. O futuro processador Intel Core Ultra 5 338H, da geração Panther Lake, apareceu no banco de dados do Geekbench revelando duas informações cruciais: a presença de uma GPU integrada Arc B370 e o abandono da letra “X” em seu nome oficial.
Embora pareça apenas mais um teste sintético perdido na internet, esses detalhes sugerem uma reorganização completa na forma como a Intel posiciona seus chips móveis premium e, principalmente, como ela pretende diferenciar as gerações de suas GPUs integradas. Para quem ganha a vida produzindo, otimizando ou monetizando conteúdo online, entender essa movimentação é compreender o que estará disponível nos próximos ultrafinos — e quanto desempenho gráfico gratuito virá neles.
O que o teste no Geekbench revelou
O registro identificado no Geekbench lista o modelo como “Intel Core Ultra 5 338H” — sem a letra “X” que apareceu em outros vazamentos. Segundo a base de dados, o chip traz:
- 10 núcleos gráficos baseados na arquitetura Xe3;
- Designação de GPU integrada “Intel Arc B370”;
- Pontuação de 39.406 no teste OpenCL do Geekbench.
Para efeito de comparação, um chip Lunar Lake equivalente pontuava cerca de 37.953, enquanto a Radeon 880M — iGPU dos recém-anunciados Strix Point da AMD — gira em torno de 39.917 pontos. Ou seja: ganho modesto em relação à geração anterior da própria Intel, mas suficiente para empatar com o melhor que a AMD oferece hoje nesse segmento.
Arc B370 e a nova lógica de nomes da Intel
A presença da sigla B na GPU integrada chama atenção porque, até aqui, a linha Arc B estava associada a GPUs dedicadas “Battlemage”, baseadas em arquitetura Xe2. Já os processadores Panther Lake marcam a estreia da Xe3. O entendimento de bastidores é que a Intel vai reservar a letra C (de “Celestial”) para GPUs dedicadas Xe3P, deixando o rótulo B também nas integradas, mesmo quando a tecnologia de fato evoluir.
Na prática, isso indica que os sufixos X7 e X9 — sempre com 12 núcleos gráficos — continuarão apontando para o topo da linha, enquanto modelos sem X, como o 338H, utilizam 10 núcleos. É uma forma de a Intel simplificar o catálogo (“mais núcleos, mais letra”) e aproximar CPUs e GPUs sob um mesmo guarda-chuva de marketing.
Como o desempenho se compara a Lunar Lake e à Radeon 880M
Mesmo em condições de teste não padronizadas, a pontuação de 39.406 coloca o Core Ultra 5 338H:
Imagem: Internet
- Cerca de 3,8 % à frente do Lunar Lake equivalente;
- Virtualmente empatado com a Radeon 880M dos Strix Point;
- Ainda distante das GPUs dedicadas mais modestas, mas suficiente para games competitivos em 1080p com ajustes médios.
Para workflows cotidianos de criadores de conteúdo — edição de imagem, transcodificação de vídeo para YouTube ou inferência local de modelos de IA — essa evolução significa menos dependência de GPU externa ou da nuvem, e pode reduzir o custo total de produção.
Do benchmark à prática: como a Arc B370 mexe no jogo dos notebooks finos
O detalhe mais importante do vazamento não é o número no Geekbench, mas o que ele antecipa sobre o portfólio da Intel para 2025. Ao igualar o desempenho gráfico da Radeon 880M com uma iGPU de 10 núcleos Xe3, a Intel pressiona a AMD justamente no nicho em que a rival sempre brilhou: gráficos integrados robustos em máquinas leves. Essa paridade aumenta a concorrência nos ultrafinos de 14 polegadas que dominam escritórios, faculdades e home offices — ambientes onde uma placa dedicada não cabe em termos de consumo ou preço.
Para desenvolvedores web que compilarão projetos em Flutter, criadores de conteúdo que fazem transcodificação em lote para Shorts ou campanhas de afiliados que dependem de renderizações rápidas, a mudança significa maior performance “na tomada” e também fora dela, graças à eficiência esperada do processo 18A. Além disso, a nova lógica de nomes tende a facilitar a escolha do consumidor: se há um “X”, há 12 núcleos gráficos; sem “X”, são 10. Menos confusão na prateleira é igual a ciclos de compra mais rápidos.
No fundo, o vazamento do Core Ultra 5 338H sugere que 2025 terá menos notebooks com GPUs dedicadas de entrada e mais ultrafinos apostando em iGPUs parrudas. Para quem vive de tecnologia, isso se traduz em notebooks mais leves, bateria que dura mais e, ainda assim, poder gráfico suficiente para boa parte dos workloads modernos.