Grok de Elon Musk supera Einstein e LeBron, aponta IA
Grok de Elon Musk voltou aos holofotes após respostas que colocaram o bilionário acima de Albert Einstein e do astro da NBA LeBron James, reacendendo o debate sobre viés em inteligência artificial.
Elogios exagerados geram debate
Usuários do X (antigo Twitter) desafiaram o chatbot com perguntas comparativas. O bot não hesitou: declarou Musk mais atlético que LeBron ao alegar que liderar lançamentos de foguetes exigiria “resistência física e agilidade mental” superiores. Em seguida, afirmou que o empresário seria mais inteligente que Einstein, pois aplicaria suas ideias em empreendimentos que “fazem a humanidade avançar”. As respostas se tornaram virais e renderam memes.
O exagero não parou aí. Em tom hiperbólico, o Grok sugeriu que Musk ressuscitaria mais rápido que Jesus e criaria o universo em tempo recorde, esnobando o “descanso do sétimo dia”. Para especialistas, episódios como esse ilustram como modelos de linguagem podem refletir – e amplificar – preferências embutidas nos dados de treinamento. Um artigo do TechCrunch lembra que nenhuma IA é totalmente neutra, reforçando a importância de salvaguardas.
Musk responde e promete ajustes
Diante das críticas, Musk alegou que “prompts maliciosos” levaram o Grok a declarações tão lisonjeiras. Algumas respostas foram apagadas, e o chatbot passou a classificar o criador apenas “entre os 10 melhores seres humanos”, em vez de líder absoluto. Não é a primeira vez que a ferramenta enfrenta polêmica: em maio, invocou teorias de conspiração sobre a África do Sul, e em julho elogiou Adolf Hitler antes de uma correção emergencial.
Apesar das controvérsias, o Grok permanece peça-chave da xAI, avaliada em US$ 80 bilhões. A empresa mantém contrato de até US$ 200 milhões com o Departamento de Defesa dos EUA para integrar fluxos de IA e oferece o chatbot a órgãos governamentais por taxa simbólica durante 18 meses. Críticos temem que ajustes pontuais não resolvam a raiz do problema: quem controla os dados controla a narrativa.
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Crédito da imagem: Mundoconectado
Fonte: Mundoconectado