A corrida dos aplicativos de inteligência artificial ganhou um novo capítulo em setembro: o Gemini, app de experimentos de IA do Google, saltou para o topo da App Store depois de liberar o modelo de edição de imagens Nano Banana. A novidade não só atraiu curiosos, mas também usuários avançados que agora conseguem fazer edições complexas com poucos toques e criar imagens realistas que antes exigiam softwares profissionais.
Para quem vive de conteúdo — seja no WordPress, com AdSense ou em programas de afiliados — a subida meteórica do Gemini indica que a geração de imagens por IA está deixando de ser “futuro” e virando ferramenta cotidiana. Entender o movimento ajuda a antecipar tendências de audiência, formatos de post e até custos de produção.
Downloads disparam: 12,6 milhões só na primeira quinzena de setembro
Dados da Appfigures mostram que o aplicativo registrou 12,6 milhões de downloads entre 1º e 15 de setembro, ante 8,7 milhões em agosto — um salto de 45% mês a mês. É a primeira vez que o app atinge a marca de número 1 na App Store dos EUA; o recorde anterior era a terceira posição em 28 de janeiro de 2025.
Escalada nos rankings: nº 1 no iPhone em 108 países
Logo após a liberação do Nano Banana, o Gemini alcançou a segunda colocação na App Store dos EUA em 8 de setembro e, quatro dias depois, tomou o primeiro lugar do ChatGPT, onde permanece. Mundialmente, o app entrou no top 5 do iPhone em 108 países. No Google Play, subiu da 26ª posição para o segundo lugar nos EUA; ainda assim, o ChatGPT segue reinando em primeiro no Android.
Receita acompanha o hype: crescimento de 1.291% desde janeiro
O interesse se refletiu no bolso. Em 2025, o Gemini já faturou US$ 6,3 milhões em iOS. Somente agosto respondeu por US$ 1,6 milhão — valor 1.291% maior que os US$ 115 mil de janeiro. Setembro promete repetir ou superar o desempenho: até a metade do mês, a receita já soma US$ 792 mil.
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Base total: mais de 185 milhões de instalações desde 2024
Somando iOS e Android, o aplicativo acumula 185,4 milhões de downloads desde a estreia no Android em fevereiro de 2024 e posterior chegada ao iOS. De acordo com Josh Woodward, VP de Google Gemini e Google Labs, 23 milhões de usuários testaram o modelo Nano Banana e geraram mais de 500 milhões de imagens em poucos dias.
Imagem como Linguagem: por que o Nano Banana coloca pressão em todo o ecossistema de IA móvel
Se na onda inicial de IA generativa a conversa girava em torno de texto, o domínio momentâneo do Gemini sugere que a próxima fronteira de competição está na criação visual. O sucesso do Nano Banana valida três tendências:
- Baixa barreira de entrada: edições antes restritas a Photoshop passam a ser feitas via comando de voz ou prompt. Isso abre espaço para produtores independentes reduzirem custos e tempo de produção.
- Atalho para monetização: quem vive de tráfego orgânico depende de conteúdo diferenciado. Imagens exclusivas geradas por IA elevam o engajamento, impactando RPMs no AdSense e taxa de conversão em afiliados.
- Pressão competitiva: ao tirar o ChatGPT do topo da App Store, o Google mostra fôlego em IA móvel. Para OpenAI, Midjourney e até Canva, o recado é claro: experiência integrada e desempenho nativo contam — muito — para adoção em massa.
Em última análise, o recorde do Gemini não é só estatística de loja de apps. Ele evidencia um novo ponto de virada: editores, social media managers e desenvolvedores precisam colocar a geração de imagens por IA no centro da estratégia de conteúdo, ou correm o risco de ficar em segundo plano em um feed que valoriza o visual antes de qualquer coisa.