Ferramenta BOT da Intel entra na mira e benchmarks são reescritos
Primate Labs – responsável pelo popular benchmark Geekbench – lançou recentemente a versão 6.7 com um detector nativo que anula resultados obtidos por meio da Binary Optimization Technology (BOT), novidade embarcada nos processadores Intel Core Ultra 200 Plus e Core Ultra 300.
- Em resumo: pontuações infladas em até 40 % agora são invalidadas automaticamente pelo app.
Por que o BOT virou “carta marcada” nos testes?
O BOT foi anunciado pela Intel como um acelerador que “recompila trechos críticos de código em tempo real” para elevar a performance em aplicativos selecionados. Entretanto, ao analisar amostras de benchmark, a equipe do Geekbench percebeu ganhos artificiais que não se repetem no uso cotidiano, prática que viola as diretrizes de transparência de medição de desempenho adotadas pelo setor.
“Em cenários de núcleo único e múltiplo vimos apenas 5,5 % de avanço médio; o salto de até 40 % aparece somente em cargas específicas, como HDR, quando o chip redireciona recursos de maneira seletiva”, aponta o relatório da desenvolvedora.
Impacto direto para consumidores, fabricantes e reviewers
Com a mudança, qualquer resultado de Core Ultra que exiba o BOT ativado passa a ser rotulado como “inválido” no banco de dados público do Geekbench. A medida pressiona outros suites de testes – como Cinebench e 3DMark – a incluírem rotinas de detecção semelhantes, evitando que o mercado volte a episódios polêmicos de “benchmark cheating” vistos em smartphones há uma década.
Além de garantir números confiáveis, a decisão também preserva a comparação justa com AMD Ryzen 8000, cujos chips Zen 5, previstos para o segundo semestre, não contam com otimizações de recompilação em tempo real. Analistas avaliam que o episódio pode influenciar a Intel a tornar o BOT opcional ou, no mínimo, mais transparente nos futuros drivers de software.
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Crédito da imagem: Divulgação / Primate Labs