Se existe um lugar onde as tendências de consumo aparecem sem filtro, esse lugar é o marketplace. No Brasil, o Mercado Livre funciona como um termômetro quase instantâneo de preferência popular — e, neste momento, ele canta em coro: “smartphones baratos, por favor”. Entre os mais procurados, nomes como Galaxy A16 e Moto G35 despontam com força, mostrando que o consumidor está menos interessado em bordas curvas e mais em equilíbrio honesto entre preço, desempenho e câmera.
Para quem cria conteúdo, administra anúncios ou simplesmente precisa de um aparelho confiável para o dia a dia, entender o que está por trás desse ranking é valioso. A lista a seguir reúne seis modelos que lideram as pesquisas na plataforma, todos custando abaixo de R$ 1.000 e, ainda assim, entregando telas grandes, baterias de fôlego e sensores de 50 MP. Vamos aos fatos.
Motorola Moto G05 — essencialidade com RAM expansível
O Moto G05 abre a disputa pelo bolso do usuário que precisa de “o suficiente” para redes sociais e chamadas de vídeo:
- Memória: 4 GB de RAM físicos, expansíveis a 8 GB via RAM Boost.
- Tela: 6,7” com taxa de 120 Hz e proteção Gorilla Glass 3.
- Câmeras: principal de 50 MP; frontal de 8 MP.
- Preço de vitrine: R$ 539,10.
Samsung Galaxy A05s — Snapdragon 680 e display Full HD+
Subindo um degrau, o Galaxy A05s aposta em dois pontos sensíveis: qualidade de imagem e processador confiável.
- Tela: 6,7” FHD+ — ideal para streaming sem serrilhados.
- SoC: Snapdragon 680 acompanhado de 6 GB de RAM.
- Câmeras: trio de 50 MP + 20 MP + 2 MP; selfies de 13 MP.
- Preço de vitrine: R$ 599,25.
Motorola Moto G15 — modo noturno turbinado por IA
O Moto G15 coloca inteligência artificial no pacote de entrada, com ênfase em fotografia noturna.
- Câmeras: dupla de 50 MP + 5 MP com Night Vision automático.
- Tela: 6,7” FHD+ protegida por Gorilla Glass 3.
- Memória: 4 GB de RAM físicos + 8 GB de expansão Boost.
- Preço de vitrine: R$ 687,87.
Samsung Galaxy A06 — equilíbrio com Helio G85
A linha A da Samsung repete a fórmula, mas aqui com chip MediaTek voltado a tarefas cotidianas e consumo de mídia.
- Processador: Helio G85 octa-core aliado a 4 GB de RAM.
- Tela: PLS LCD de 6,7” HD+ — cores vivas, brilho mediano.
- Câmeras: dupla traseira de 50 MP + 2 MP; frontal de 8 MP.
- Preço de vitrine: R$ 610,14.
Motorola Moto G35 5G — conectividade rápida abaixo de R$ 1.000
Para quem faz questão de 5G, o Moto G35 oferece a porta de entrada mais barata.
Imagem: Internet
- Processador: Unisoc T760 com suporte a IA e gravação 4K.
- Memória: 4 GB de RAM + 8 GB de RAM Boost; versões com 128 GB ou 256 GB internos.
- Tela: 6,7” FHD+ a 120 Hz com Gorilla Glass.
- Câmera: sensor principal de 50 MP com tecnologia Quad Pixel; frontal de 16 MP.
- Preços de vitrine: R$ 751,41 (128 GB) e R$ 989,00 (256 GB).
Samsung Galaxy A16 — Super AMOLED para maratonar séries
O A16 aposta na experiência visual como diferencial em pleno segmento de entrada.
- Tela: 6,7” Super AMOLED FHD+, o painel mais vibrante da lista.
- Processador: Helio 699 auxiliado por 4 GB de RAM + 4 GB de RAM Plus.
- Câmeras: conjunto triplo de 50 MP + 5 MP + 2 MP; selfies de 13 MP.
- Preço de vitrine: R$ 899,00.
Além do Preço: o que a febre dos intermediários diz sobre o mercado brasileiro de smartphones?
O sucesso desses seis modelos vai além de etiquetas convidativas. Ele revela três movimentos importantes:
- Consumidor calculista. Em tempos de renda apertada, a troca de celular virou uma decisão pragmática: bateria de longa duração, câmera de 50 MP e 128 GB de armazenamento passaram a ser o “mínimo aceitável”, não mais diferencial de topo de linha.
- Marketing de especificação. Fabricantes entenderam que números grandes — 50 MP, 120 Hz, 5G — vendem. Mesmo que a experiência real dependa de sensores, lentes e software, a corrida pelas fichas técnicas elevadas traz vantagens: mais RAM virtual, processadores decentes e telas melhores caem no colo do usuário de entrada.
- Marketplace como vitrine de dados. Plataformas como Mercado Livre entregam estatísticas de busca e venda em tempo real. Marcas e lojistas conseguem ajustar remessas e preços quase semanalmente, barateando modelos que encalhariam em estoque físico tradicional. Para quem trabalha com AdSense ou afiliados, isso significa mais picos de tráfego em páginas de review e comparativo, mas também competição acirrada por palavras-chave.
Em resumo, a “classe intermediária” dos smartphones subiu de patamar e arrastou o mercado consigo. Quem desenvolve apps, produz conteúdo mobile ou monetiza blogs precisa considerar que grande parte da audiência visitará seus sites a partir de telas de 6,7”, chips Helio/Snapdragon de entrada e redes 4G/5G básicas. Otimização de performance, compressão de imagens e vídeos responsivos deixam de ser luxo e viram requisito para retenção de usuários—afinal, o dispositivo popular de hoje é o palco principal da internet brasileira.
No final das contas, o barateamento da tecnologia não só democratiza o acesso, mas redefine o ponto de referência para todo ecossistema digital, do desenvolvimento ao marketing. Entender essa dinâmica é enxergar onde estarão as próximas oportunidades — e também os próximos gargalos.