Falência da Oi: Justiça decreta liquidação de R$ 1,7 bi
Falência da Oi foi confirmada pela 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que classificou a operadora como “tecnicamente falida” diante de uma dívida de R$ 1,7 bilhão e receita mensal de apenas R$ 200 milhões.
Diretoria afastada e administrador judicial no comando
A sentença da juíza Simone Gastesi Chevrand afastou todo o Conselho de Administração e a diretoria executiva. O advogado Bruno Rezende, conhecido por atuar no processo das Lojas Americanas, assume a gestão provisória para conduzir a liquidação ordenada dos ativos.
Serviços públicos continuam sob tutela judicial
Mesmo falida, a Oi precisará manter serviços essenciais. Atualmente, a companhia sustenta 4.664 contratos com órgãos públicos, conecta 13 mil lotéricas da Caixa Econômica Federal e atende 7.500 localidades sem cobertura de outras operadoras. Para evitar a interrupção de linhas de emergência — como polícia, bombeiros e defesa civil — a Justiça determinou uma “transição integral e programada” com apoio técnico da Anatel, Claro, TIM e Vivo.
Colapso financeiro após anos de venda de ativos
Fundada nos anos 2000 como “supertele” nacional, a Oi cresceu com a incorporação de Brasil Telecom e Portugal Telecom, mas nunca sustentou o endividamento gerado pelas aquisições. Desde 2016, passou por duas recuperações judiciais, alienou a operação móvel ao trio Claro-TIM-Vivo e vendeu a rede de fibra para a V.tal (BTG Pactual). Restou apenas a divisão corporativa Oi Soluções, já colocada à venda.
Magistrada critica “liquidação sistêmica”
No despacho, Chevrand afirmou que o governo foi “historicamente omisso” e que a operadora sobreviveu nos últimos anos à base de desinvestimentos e novos empréstimos. A assembleia de credores será convocada nos próximos dias para acompanhar a venda de ativos e a distribuição dos valores obtidos.
Casos recentes mostram como a má gestão potencializa falências de grandes empresas; relatório do Forbes Business Council destaca a importância de governança sólida e controle de dívida — pontos ignorados pela ex-supertele.
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Crédito da imagem: Mundoconectado
Fonte: Mundoconectado