Setor extrativo lidera salto e reforça caixa em 2026
Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC) – Os números divulgados em 7 de abril confirmam que, mesmo com a volatilidade global, o Brasil elevou suas exportações em 7,1% no primeiro trimestre de 2026, somando US$82,3 bilhões e garantindo superávit de US$14,2 bilhões.
- Em resumo: só em março, as vendas externas renderam US$31,6 bi, 10% acima do ano anterior.
Extrativo dispara 36% em março; indústria puxa importações
O salto mensal foi ancorado pela indústria extrativa, que adicionou US$1,96 bi (+36,4%) em março, refletindo a demanda aquecida por minério de ferro e petróleo. Já as compras externas avançaram 20,1%, puxadas por bens manufaturados, sinalizando custo maior para a cadeia produtiva. Segundo análise da Forbes, a valorização de commodities metálicas tem sustentado o ritmo exportador de países emergentes.
In March alone, exports hit US$31.6 billion, a 10.0% increase from US$28.73 billion in March 2025.
Por que o superávit interessa ao câmbio e ao bolso do consumidor
Um superávit robusto tende a aliviar pressões cambiais, mantendo o real relativamente estável e ajudando a conter repasses inflacionários. Historicamente, soja, minério de ferro e óleo bruto respondem por mais de 40% da pauta exportadora brasileira; juntos, esses itens ganharam tração adicional graças à recuperação chinesa e aos cortes de oferta da OPEP. Paralelamente, a expansão de 2,3% nas importações de produtos manufaturados no trimestre aponta para demanda interna resiliente por máquinas e insumos, fator decisivo para a indústria automotiva.
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Crédito da imagem: Divulgação / Secex