Verba federal mira brecha regional e acelera digitalização
ABDI e MDIC – Na terça-feira (2), os órgãos federais abriram as inscrições do edital E-commerce.BR 2026, destinando R$ 3,9 milhões a projetos que levem pequenos negócios e, pela primeira vez, microempreendedores individuais (MEIs) ao comércio eletrônico.
- Em resumo: oito iniciativas serão financiadas, sendo quatro obrigatoriamente do Norte.
Metade das vagas vai para o Norte: por que isso importa
A receita do e-commerce brasileiro atingiu R$ 225 bilhões em 2024, mas 77,2 % dessas vendas concentram-se no Sudeste. Para reduzir o abismo logístico e de infraestrutura, o edital reserva 50 % das vagas iniciais ao Norte — estratégia alinhada a estudos sobre inclusão digital divulgados pela Forbes.
“O comércio eletrônico é uma porta de entrada para que pequenos negócios ampliem mercados, reduzam custos e operem de forma contínua”, destaca Adryelle Pedrosa, gerente de Transformação Digital da ABDI.
Como participar e quanto cada projeto pode receber
As propostas devem ser apresentadas por consórcios de, no mínimo, três instituições sem fins lucrativos — universidades, associações ou ICTs — e podem envolver startups como parceiras tecnológicas. O processo tem três etapas: 16 projetos passam por mentoria; oito recebem até R$ 380 mil para piloto de seis meses; dois avançam para escala, conquistando novo aporte de R$ 500 mil cada.
O edital também contempla os mais de 12 milhões de MEIs ativos no país, público que representa 56 % do CNPJ nacional. A expectativa é integrar soluções de marketplace, logística reversa, meios de pagamento instantâneo e análise de dados com apoio de inteligência artificial — tendência destacada em relatórios da OpenAI sobre automação de tarefas repetitivas no varejo on-line.
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Crédito da imagem: Divulgação / ABDI