A ingerência estrangeira que ainda reverbera na política sul-americana
Estados Unidos – A recente discussão sobre quem tem “direito” de criticar Washington reacendeu memórias dolorosas na América Latina, onde ações encobertas da Casa Branca patrocinaram golpes militares e crises humanitárias.
- Em resumo: de 1964 a 1985, o Brasil viveu 21 anos de ditadura incentivada por interesses geopolíticos norte-americanos.
“Fique fora da nossa política”: por que a frase não cola
O argumento de que apenas cidadãos dos EUA podem opinar ignora um século de intervenções documentadas. Segundo levantamento citado pela Forbes, Washington esteve envolvido em dezenas de mudanças de regime desde 1920 — da Pérsia a Porto Príncipe.
“Leave U.S. politics to us. You aren’t american, you dont have the right to criticize us”
Do Brasil ao Oriente Médio: um histórico de golpes e guerras
No caso brasileiro, telegramas da CIA liberados nos anos 2000 confirmam o apoio logístico e financeiro ao golpe de 1964, início de duas décadas de censura e tortura. A Operação Condor, aliança repressiva que uniu ditaduras do Cone Sul, contou com treinamento e inteligência dos EUA, resultando em milhares de mortos e exilados.
O padrão se repetiu no Chile (1973), Irã (1953) e mais recentemente no Iraque (2003), sempre sob a justificativa de conter comunismo ou terrorismo. O custo humano ultrapassa 2 milhões de vidas, segundo estimativas de pesquisadores da Brown University.
O que você acha? O histórico de intervenções justifica críticas externas às decisões de Washington? Para aprofundar o tema, visite nossa editoria de análises globais.
Crédito da imagem: Divulgação / Peq42