DHS reteve dados da polícia de Chicago e violou regras
DHS reteve dados da polícia de Chicago por quase quatro meses, contrariando normas que impedem espionagem doméstica nos Estados Unidos. A informação veio à tona após a revelação de que o Departamento de Segurança Interna usou registros de supostos membros de gangues para testar se bases policiais poderiam alimentar a lista de observação do FBI, sem excluir o material dentro do prazo exigido.
Como a coleta aconteceu
Em julho de 2023, analistas do DHS solicitaram ao Departamento de Polícia de Chicago um conjunto de arquivos com nomes, endereços e histórico criminal de residentes identificados como afiliados a gangues locais. O objetivo oficial era avaliar se esses dados melhorariam a precisão de um sistema interno de triagem de ameaças.
Pelas diretrizes de privacidade norte-americanas, qualquer informação coletada deve ser eliminada em até 60 dias quando não houver autorização judicial. No entanto, auditorias internas concluíram que os arquivos permaneceram nos servidores federais por 115 dias. Conforme reportado pela Wired, o descuido só foi percebido quando agentes revisavam processos de compliance rotineiros.
Riscos e resposta das autoridades
Especialistas em privacidade alertam que a retenção prolongada abre precedente para vigilância indevida de cidadãos que sequer são alvos formais de investigação. Ao manter dados sensíveis fora do escopo legal, o governo expõe-se a ações judiciais e mina a confiança pública em projetos de segurança baseados em inteligência artificial (IA).
Em nota, o DHS afirmou ter eliminado todo o material e iniciado treinamento adicional sobre manejo de informações. A prefeitura de Chicago, por sua vez, declarou não ter sido avisada sobre o uso experimental dos registros e exige garantias de que práticas similares não se repitam.
Casos como este reforçam a importância de acompanhar políticas de dados e tendências regulatórias. Para seguir atualizado sobre assuntos que impactam o mundo digital e os negócios, visite nossa editoria de Tecnologia e Negócios Digitais.
Crédito da imagem: Wired
Fonte: Wired