CXL 4.0 exige PCIe 7.0 e dobra banda para data centers
CXL 4.0 dobra a largura de banda para 128 GT/s e torna o barramento PCIe 7.0 pré-requisito, redefinindo a forma como CPUs, GPUs e aceleradores de IA compartilham memória nos data centers.
Salto de desempenho e nova base física
A quarta geração do Compute Express Link abandonou o PCIe 6.0 e passou a usar o PCIe 7.0 como camada física. Além do ganho de velocidade, o padrão mantém flits de 256 bytes, aceita até quatro retimers por canal e introduz o modo nativo x2, recurso que melhora a eficiência de links agregados.
Para operadores de nuvem e arquitetos de hardware, isso significa maior throughput sem aumentar a latência — ponto crítico em cargas de IA generativa e HPC. De acordo com o CXL Consortium, o upgrade preserva compatibilidade com versões 1.x a 3.x, protegendo investimentos existentes.
Bundled Ports e RAS aprimorado
Outro destaque é o Bundled Port, que permite somar dois enlaces físicos e entregar mais banda entre host e dispositivos tipo 1/2, como DPUs e placas híbridas. O recurso atende a necessidade de mover grandes lotes de dados de treinamento de IA com latência controlada.
Em confiabilidade, o 4.0 amplia os mecanismos de RAS (Reliability, Availability and Serviceability): há detecção de erro mais granular, memory sparing flexível e rotinas de reparo acionadas já no boot. Isso reforça o conceito de memória expansível e compartilhada em ambientes multichip.
Impacto na estratégia de servidores
A dependência do PCIe 7.0 pressiona fabricantes que ainda estabilizam produtos em PCIe 5.0 e planejam o 6.0. A adoção, porém, tende a acelerar. Workloads de IA e bancos de dados in-memory já esbarram nos limites de banda atuais; o CXL 4.0 surge como caminho para sustentar modelos cada vez maiores, sem exigir reengenharia completa de CPU.
Analistas ouvidos pela Wired apontam que a combinação de maior banda e pooling de memória deve reduzir o custo por gigabyte efetivamente utilizado, abrindo espaço para ofertas de nuvem sob demanda mais competitivas.
A especificação inaugura, assim, uma corrida entre OEMs por placas-mãe, controladores e switches já prontos para o novo ecossistema. Para quem monetiza infraestrutura — seja vendendo hospedagem, SaaS ou serviços de IA — acompanhar esse roadmap é vital.
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Crédito da imagem: Adrenaline
Fonte: Adrenaline