Crystal Dynamics confirmou nesta quinta-feira (19) a dispensa de mais 20 empregados, elevando para 70 o número de cortes em apenas um ano, mas garantiu que os próximos jogos da série Tomb Raider continuam no cronograma.
Quarta rodada de cortes em 12 meses
O estúdio por trás de Tomb Raider e Legacy of Kain volta a enxugar a equipe após demitir 17 desenvolvedores em março, realizar desligamentos sem números divulgados em agosto e cortar mais 30 em novembro de 2025. No comunicado publicado no LinkedIn, a empresa reconhece o “dia difícil” e afirma que as demissões atingem tanto desenvolvedores quanto a área operacional.
Segundo a Crystal Dynamics, a reestruturação faz parte de uma revisão periódica para “garantir alinhamento com metas de longo prazo”. A companhia alega ter tentado realocar profissionais internamente antes de recorrer às demissões.
Tomb Raider segue “a todo vapor”
Mesmo com a redução de força de trabalho, a desenvolvedora reforçou que Tomb Raider Legacy of Atlantis e Tomb Raider Catalyst — anunciado como possível primeiro mundo aberto da heroína — não sofreram impacto. O estúdio sustenta que ambas as produções avançam para “novas fases de desenvolvimento” e que a prioridade imediata é apoiar os colaboradores desligados.
O posicionamento tenta afastar o temor de cancelamentos, frequente quando empresas de games passam por cortes. Conforme levantamento do The Verge, 2024 encerrou com mais de 10 mil demissões na indústria mundial, causando atrasos e engavetamentos em vários projetos concorrentes.
Pressão extra para quem ficou
Embora garanta a continuidade dos títulos, a Crystal Dynamics não detalha como redistribuirá as tarefas dos 20 profissionais desligados. Em cenários semelhantes, especialistas alertam que a produtividade pode cair devido ao aumento de carga de trabalho e à perda de conhecimento tácito da equipe. Na prática, isso pode resultar em maratonas extras de desenvolvimento, ajustes de escopo ou adiamentos silenciosos.
Além do impacto direto nos prazos internos, a série Tomb Raider ainda precisa corresponder às expectativas dos fãs depois de quase uma década sem um jogo principal inédito. A última trilogia, concluída em 2018 com Shadow of the Tomb Raider, vendeu mais de 38 milhões de cópias e elevou a régua para qualquer novo capítulo.
O que observar daqui para frente
• Próximos marcos de produção: datas de testes internos ou trailers devem indicar se o cronograma segue intacto.
• Recontratações estratégicas: estúdios costumam buscar freelancers para etapas críticas, o que pode amenizar gargalos.
• Possíveis mudanças de escopo: cenários de mundo aberto exigem equipes maiores; cortes sucessivos podem forçar simplificações.
Por ora, a promessa oficial é de lançamento sem atrasos, mas a comunidade segue cautelosa diante de um mercado que, só em 2025, já acumula centenas de anúncios de demissão.
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Crédito da imagem: Canaltech Fonte: Canaltech