The UN General Assembly votes on the necessity of ending the economic, commercial and financial embargo imposed by the United States against Cuba.
Crise humanitária em Cuba ganha contornos ainda mais graves após o bloqueio norte-americano ao fornecimento de petróleo, que provocou o colapso da rede elétrica, coloca hospitais no escuro por até oito horas diárias e ameaça diretamente a vida de pacientes vulneráveis.
Responsável por mais de 90 % da matriz energética cubana, o petróleo deixou de chegar em volume suficiente desde a retomada de sanções mais duras pelos Estados Unidos. Sem combustível, geradores funcionam menos tempo e o sistema nacional de distribuição entrou em colapso. O Instituto de Hematologia e Imunologia, referência em Havana, reduziu o funcionamento do laboratório de cinco para apenas dois dias por semana, além de racionar doses de medicamentos. Médicos relatam que alguns profissionais caminham até 30 km para chegar ao trabalho, enquanto 32 mil gestantes e milhares de pacientes oncológicos dependem de equipamentos que exigem energia estável.
Quase um milhão de cubanos passou a depender de caminhões-pipa para beber água, já que 84 % dos sistemas de bombeamento operam à base de eletricidade. Sem refrigeração contínua, alimentos estragam nos centros de distribuição e medicamentos perecíveis perdem validade. Programas sociais como merenda escolar e apoio a idosos funcionam de maneira intermitente, elevando o risco nutricional.
Analistas apontam que o endurecimento das restrições iniciado em 2019, durante o governo Donald Trump, tem como objetivo fragilizar economicamente Havana e estimular troca de liderança, mesmo que a estrutura de poder permaneça. A cada ano, a Assembleia-Geral da ONU vota pelo fim do embargo: na última sessão, 187 países apoiaram a resolução, enquanto apenas Estados Unidos e Israel mantiveram o veto, conforme registro oficial da Organização das Nações Unidas.
Segundo o coordenador-residente da ONU em Cuba, o cenário representa “risco agudo” de sofrimento humano. A combinação de furacões recentes, restrição de combustível e infraestrutura envelhecida cria um ciclo de instabilidade energética difícil de quebrar sem uma exceção humanitária que permita a entrada de óleo diesel e insumos médicos.
O impasse coloca em evidência como decisões geopolíticas podem atingir duramente pessoas comuns: na prática, cada hora de apagão significa um respirador desligado, uma vacina comprometida ou mais alimentos descartados.
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Crédito da imagem: Peq42 Fonte: Peq42
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