Cidade de Troia: achados confirmam metrópole histórica
Cidade de Troia deixou de ser apenas cenário dos poemas de Homero quando escavações iniciadas em 1870, no sítio de Hisarlik, noroeste da Turquia, revelaram nove camadas de ocupação que cobrem quase 4 000 anos de história.
Fortaleza da Idade do Bronze e auge comercial
As fases Troia I–V (c. 3000–1900 a.C.) mostram muralhas espessas que protegem um núcleo fortificado. Já Troia VI–VII (c. 1700–1180 a.C.) corresponde ao período de maior prosperidade, com portões monumentais e cerâmicas micênicas que comprovam comércio ativo com o mundo grego. De acordo com o professor Ângelo Alves Corrêa, da UFPI, a descoberta marca “um divisor de águas entre mito e ciência”.
Sinais de guerra e destruição compatíveis com Homero
Na camada Troia VIIa, datada de cerca de 1180 a.C., arqueólogos encontraram indícios de incêndio e combates, possivelmente ligados ao conflito que inspirou a Ilíada. Estudos de radar de penetração no solo mostram uma cidade mais extensa do que se pensava, enquanto análises de DNA sugerem população majoritariamente anatoliana, reforçando o papel regional de Troia no controle do estreito de Dardanelos.
Infraestrutura avançada e rede cosmopolita
Os achados incluem aquedutos, cisternas capazes de atender 10 000 habitantes, bairros industriais de metalurgia e artefatos vindos do Egito e da Mesopotâmia. Segundo o arqueólogo Rüstem Aslan, esses dados confirmam Troia como potência econômica estratégica. O reconhecimento internacional do local como Patrimônio Mundial da UNESCO reforça sua importância histórica.
Mesmo com tantas evidências, a linha que separa mito e realidade permanece tênue. A guerra descrita por Homero pode ser a soma de múltiplos conflitos ocorridos ao longo de séculos. O certo é que Troia existiu, prosperou e foi destruída mais de uma vez – uma história que continua a instigar pesquisadores e leitores.
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Crédito da imagem: Olhardigital
Fonte: Olhardigital