Barreira do som é o termo usado para descrever os efeitos aerodinâmicos que surgem quando um objeto se aproxima de Mach 1, cerca de 1.224 km/h ao nível do mar. A partir dessa velocidade, ondas de pressão se acumulam à frente da aeronave, criam forte arrasto e geram o famoso estrondo sônico.
No voo subsônico, as ondas sonoras propagam-se mais rápido que o avião e dissipam-se em frentes esféricas. Quando o piloto acelera até quase Mach 1, o jato “alcança” suas próprias ondas, que passam a se comprimir e formam uma parede de alta pressão. Ao atravessar esse ponto crítico, surgem ondas de choque que alteram bruscamente densidade e pressão do ar, provocando vibrações, nuvens de condensação e o estrondo sônico que alcança o observador apenas depois da passagem do objeto.
O tema ganhou relevância durante a Segunda Guerra Mundial, quando pilotos relataram perda de controle e leituras de instrumentos erráticas nos limites transônicos. A quebra definitiva aconteceu em 14 de outubro de 1947: Chuck Yeager ultrapassou Mach 1 a bordo do Bell X-1, estabelecendo o primeiro voo supersônico controlado. Anos depois, o Reino Unido desenvolveu o Miles M.52, que introduziu estabilizador totalmente móvel, tecnologia fundamental para manter a estabilidade entre regimes subsônico e supersônico.
Diversos pilotos, como George Welch e Hans Mutke, alegaram ter atingido Mach 1 antes de 1947, mas os instrumentos da época sofriam compressão de ar e registravam velocidades acima da real, impedindo confirmação. Já em 2012, o austríaco Felix Baumgartner cravou outro recorde: saltou de um balão a 39 km de altitude e atingiu 1.173 km/h em queda livre, tornando-se o primeiro humano a romper a barreira do som sem auxílio de veículo.
O estrondo sônico é resultado do “cone de Mach” formado pelas ondas de choque que se espalham pelo solo. Dependendo da altitude e do porte do avião, o barulho pode causar rachaduras em janelas e estruturas. Outro obstáculo é o súbito aumento do arrasto aerodinâmico, chamado Mach crítico, que exige motores potentes e fuselagens desenhadas para minimizar turbulência — motivo que ainda torna o voo comercial supersônico um grande desafio, como lembra a revista Wired.
Compreender a barreira do som é essencial para quem acompanha inovações aeroespaciais e os avanços que podem influenciar diversas indústrias. Se você deseja acompanhar outras tendências que moldam o amanhã, visite nossa editoria de Futuro e Tendências.
Crédito da imagem: Olhardigital
Fonte: Olhardigital
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