Banir drones da DJI: EUA votam regra que trava importações
Banir drones da DJI deixou de ser hipótese e ganhou força depois que a Comissão Federal de Comunicações (FCC) aprovou, em 28 de outubro, mudanças que permitem cancelar autorizações de importação de qualquer dispositivo com rádio frequências considerado risco à segurança nacional.
O que muda a partir de dezembro
Pela nova regra, todo produto inédito da DJI ficará automaticamente impedido de entrar nos Estados Unidos a partir do fim de dezembro, salvo se uma agência de segurança americana concluir, em análise específica, que a fabricante não oferece perigo. A base legal é a Lei de Redes de Comunicações Seguras e Confiáveis, que mantém uma lista de empresas classificadas como ameaças.
O diretor de políticas globais da DJI, Adam Welsh, declarou que a companhia solicitou ao governo revisão técnica ou prorrogação do prazo para garantir um processo “justo e baseado em evidências”.
Impacto para consumidores e mercado
A FCC não exigirá recall: equipamentos já comprados seguem liberados. O foco recai sobre lançamentos futuros e lotes ainda não aprovados. Cada modelo será avaliado individualmente, e qualquer bloqueio passará por consulta pública de, no mínimo, 30 dias.
Especialistas em regulamentação veem a medida como parte da estratégia dos EUA para fechar brechas que permitiam a continua entrada de produtos potencialmente inseguros. Conforme detalhou o The Verge, a decisão pode abrir precedente para outros setores dependentes de componentes de telecomunicações chineses.
Empreendedores que atuam com fotografia aérea, inspeções industriais ou produção de conteúdo deverão considerar alternativas locais ou de outros fabricantes, além de monitorar possíveis custos adicionais com homologação.
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Crédito da imagem: Mundoconectado
Fonte: Mundoconectado