Astronautas presos no espaço: China prepara resgate
Astronautas presos no espaço são o foco da missão chinesa Shenzhou-20, que aguarda uma solução depois da suspeita de colisão com lixo orbital ter adiado o retorno de Chen Dong, Chen Zhongrui e Wang Jie à Terra.
Lixo orbital força adiamento do pouso
O trio já acumula mais de seis meses na estação Tiangong. O pouso, previsto para 5 de novembro, foi cancelado quando a Agência Espacial Tripulada da China (CMSA) identificou possíveis danos na cápsula de reentrada. Desde então, engenheiros executam inspeções estruturais e simulações de pouso para confirmar se a nave ainda suporta a reentrada com total segurança.
Segundo a CMSA, os astronautas permanecem em boas condições e continuam operando experimentos científicos. Enquanto isso, uma cápsula reserva passa por testes detalhados. A agência ainda não anunciou nova data de retorno nem revelou a extensão dos danos causados pelos detritos.
A frequência de colisões com lixo espacial cresce e preocupa agências do mundo todo. Estudos como o publicado pela Wired apontam que a quantidade de fragmentos em órbita já ultrapassa 100 milhões, aumentando o risco para qualquer missão tripulada.
Plano B: lançar a Shenzhou-22 vazia para resgate
Se os testes indicarem risco elevado, a CMSA considera enviar uma nova cápsula — possivelmente a Shenzhou-22 — sem tripulação. Ela seria acoplada à Tiangong para trazer os astronautas de volta em segurança, enquanto a Shenzhou-20 poderia ser descartada em uma reentrada controlada ou mantida em órbita.
O procedimento repete protocolos de contingência usados por outras agências. Em 2023, a NASA optou por troca de cápsula após pane no sistema de resfriamento de uma Soyuz, reforçando a relevância de veículos de resgate em espera.
Estadia prolongada rende recorde e alerta global
Com o retorno indefinido, o comandante Chen Dong ultrapassará 416 dias somados em órbita, estabelecendo nova marca entre astronautas chineses. O episódio também reaquece o debate sobre a necessidade de um sistema internacional de resgate espacial, capaz de atender emergências em qualquer estação ou nave, independentemente do país responsável.
Enquanto aguardamos a decisão final da CMSA, acompanhe nossa análise de tecnologia para entender como esses incidentes moldam futuras missões nas órbitas baixa e profunda. Para mais atualizações sobre o impacto do lixo espacial e soluções de resgate, continue conosco.
Crédito da imagem: Olhardigital
Fonte: Olhardigital