Smartphone de consumo encara padrões aeroespaciais inéditos
NASA confirmou que o iPhone 17 Pro Max, modelo topo de linha da Apple, foi oficialmente homologado para acompanhar os quatro tripulantes da missão Artemis II, prevista para 2026. A aprovação, revelada recentemente pelo The New York Times, exigiu uma bateria de ensaios que simulam o ambiente hostil do espaço profundo.
- Em resumo: aparelho superou vibrações do SLS, picos de radiação e variações térmicas de –20 °C a 60 °C.
Ensaios vão além da certificação militar
Fontes ligadas ao Centro Espacial Johnson detalham que o smartphone enfrentou câmaras acústicas de 150 dB, além de testes de radiação de partículas energéticas que replicam a rota até a Lua. Segundo a Apple Newsroom, o chassi em titânio grau 5 e a nova vedação de botões sólidos contribuíram para a resistência extra.
“Jared Isaacman deixou claro que qualquer equipamento pessoal precisaria provar que não interfere na telemetria nem no sistema de suporte à vida”, diz um engenheiro do programa Orion citado pelo NYT.
Por que a NASA quer um iPhone na cápsula?
Além de servir como backup fotográfico, o iPhone 17 Pro Max traz o chipset A19 Pro de 3 nm, neural engine de 38 TOPS e sensor LiDAR de 4ª geração, úteis para mapeamento rápido do interior da cápsula. O smartphone também opera em modo “Lockdown”, bloqueando todas as radiofrequências não autorizadas — requisito que evitou conflitos com os sistemas de comunicação da Orion.
Essa não é a primeira vez que eletrônicos de consumo voam além da órbita terrestre; GoPros já registraram caminhadas espaciais na ISS. A diferença, afirmam especialistas, reside na proximidade com o cinturão de Van Allen, onde a radiação pode corromper memórias NAND. Para mitigar o risco, a Apple forneceu unidades com flash reforçado e firmware assinado especialmente para o voo.
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Crédito da imagem: Divulgação / 9to5Mac